Mais um suspeito é preso por desaparecimento de indigenista e jornalista na Amazônia

Nesta terça, Polícia Civil também apreendeu um remo de madeira na comunidade São Gabriel

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Eles estão desaparecidos desde 5 de junho (Foto: Funai/Dom Phillips/Reprodução)

O segundo suspeito de envolvimento no desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips foi preseo nesta terça-feira (14). Segundo o portal g1, Oseney da Costa de Oliveira, de 41 anos, conhecido como “Dos Santos”, será interrogado e encaminhado para uma audiência de custódia na Justiça de Atalaia do Norte. 

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Além dele, Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, já estava preso no município de Atalaia do Norte. Ele nega participação. Araújo e Phillips desapareceram em 5 de junho, quando navegavam pela Terra Indígena Vale Javari, no oeste do Amazonas.

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Mais cedo, a Polícia Civil do Amazonas apreendeu um remo de madeira na comunidade São Gabriel, onde mora Pelado. Policiais estiveram na comunidade, que fica às margens do rio Itaquaí, e vistoriaram casas de moradores.

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Há outros suspeitos identificados na investigação e as evidências colhidas até agora reforçam a hipótese de que a pesca e a caça ilegal estão por trás de supostos crimes relacionados ao desaparecimento, como o jornal Folha de S.Paulo mostrou nesta segunda-feira (13).

No domingo (12), mergulhadores do Corpo de Bombeiros do Amazonas encontraram uma mochila e outros pertences pessoais do jornalista e do indigenista. Os objetos estavam amarrados numa árvore submersa, no rio Itaquaí, o que indica, segundo os bombeiros, intenção de ocultamento.

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Na Polícia Civil, o entendimento é que a localização dos pertences reforça a hipótese de que houve um crime.

A motivação mais provável, dizem investigadores, é o constante conflito entre pescadores ilegais e lideranças que atuam em defesa do território indígena – o local do desaparecimento fica a poucos quilômetros da entrada da Terra Indígena Vale do Javari.

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Policiais também investigam um suposto financiamento da atividade ilegal de pesca e caça pelo narcotráfico na região, um problema comum em praticamente toda a tríplice fronteira do Brasil com Peru e Colômbia.

Se for confirmada a conexão com tráfico internacional de um eventual crime, o caso passará a ter natureza federal e será investigado somente pela PF.

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Desaparecidos desde 5 de junho, Pereira e Phillips faziam uma viagem pela região próxima ao território indígena, o segunda maior do país, com 8,5 milhões de hectares, no extremo oeste do Amazonas.

Após visita a uma base da Funai no Lago do Jaburu, pararam na comunidade São Rafael para uma reunião com um pescador conhecido como “Churrasco” e conversaram com a esposa dele, já que o ribeirinho não se encontrava no local.

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Em seguida, seguiram viagem pelo rio Itaquaí em direção a Atalaia do Norte (AM), mas desapareceram no trecho. Segundo a Univaja, o trajeto dura cerca de duas horas.

Os dois foram avistados por moradores da comunidade São Gabriel, situada mais adiante no trajeto pelo rio; mas já em uma terceira localidade, conhecida como Cachoeirinha, os relatos obtidos por equipes de busca indicaram que os moradores não os viram.

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* Com informações do repórter Vinicius Sassine