O caso de Soeni Cardoso Borges, acusada de matar o marido Carlos Emir Meier em dezembro de 2020, terminou com a absolvição dela pelo Tribunal do Júri, nesta quinta-feira (18).
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O casal era conhecido na região por realizar ações voluntárias durante o período natalino, interpretando personagens como “Mamãe Noel” e “Papai Noel” em atividades comunitárias em Campo Alegre, no Norte catarinense.
Segundo o TJSC, os jurados reconhecerem a tese de legítima defesa. O Ministério Público de Santa Catarina confirmou ao NSC Total que não vai recorrer a decisão.
Relembre o caso
O crime ocorreu na noite de 20 de dezembro de 2020, na residência onde os dois moravam. Conforme a ação, Soeni e Carlos eram casados havia cerca de 20 anos e iniciaram uma discussão após um vazamento na máquina de lavar roupas, que teria causado alagamento na lavanderia e na cozinha.
Durante o desentendimento, a mulher atingiu o marido com um golpe de faca no tórax. O ferimento alcançou o coração da vítima, que não resistiu.
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Durante o julgamento, o Ministério Público afastou a qualificadora de motivo fútil inicialmente atribuída ao caso e sustentou a condenação por homicídio privilegiado, ao entender que a acusada teria agido sob o domínio de violenta emoção logo após injusta provocação da vítima.
A defesa, representada pela Camila Vizoto, por sua vez, sustentou que Soeni agiu em legítima defesa dentro de um contexto de violência doméstica, apresentando registros de ocorrências anteriores, laudos periciais e medida protetiva. O homem também já havia sido condenado em 2017 por violência doméstica contra a esposa.
Ao final da sessão, o Conselho de Sentença acolheu a tese defensiva e absolveu a ré. A reportagem do NSC Total tenta localizar familiares de Carlos Emir Meier para manifestação. O espaço segue aberto.



