Em uma pequena ilha perto de Florianópolis, na Capital catarinense, vive um mamífero igualmente minúsculo: o Cavia intermedia. Também conhecido popularmente como preá-de-Moleques-do-Sul, em referência à ao arquipélago Moleques do Sul, onde ele habita, o animal está entre os 20 pequenos mamíferos mais ameaçados de extinção do mundo, de acordo com o Instituto do Meio Ambiente.
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A espécie vive em uma das ilhas do arquipélago, que possui cerca de 10 hectares, na costa catarinense, e foi considerada Criticamente Ameaçada de Extinção em todos os níveis: global, nacional e estadual. A ilha fica localizada a cerca de nove quilômetros a sudeste da costa de Florianópolis e, com a dimensão dela, ele é considerado o mamífero de menor distribuição do planeta, já que existe somente no local.
O roedor entrou em destaque nas redes sociais após um vídeo da geógrafa pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Hanna Roir, viralizar com um vídeo sobre a “mini capivara manezinha“. No vídeo, ela explica que a espécie existia já ilha desde a era glacial, quando acabaram ficando isolados da própria espécie e se desenvolveram sozinhos.
Na ilha, todo cuidado é pouco para não causar a extinção total da espécie: nela, só pisam cientistas e pesquisadores, que descobriram a espécie por volta dos anos 80, quando foram até o local realizar estudos de aves marinhas, segundo a geógrafa. Ao avistarem a preá, sem cauda, com orelhas curtas e corpo redondinho, um dos animais foi levado para um laboratório, onde foram realizados exames. Daí surgiu a espécie Cavia intermedia.
Conservação da espécie
As Ilhas Moleques do Sul integram os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a maior unidade de conservação de proteção integral do Estado de Santa Catarina, o que as fazem ser legalmente protegidas. Em 2018, o Instituto Tabuleiro iniciou a elaboração de um Plano de Ação Estadual para a conservação da espécie.
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— A gente precisa de manejo, a gente precisa de leis conscientes, de planos de conservação para poder desenvolver a humanidade, a população, o território, para preservar as espécies, porque elas podem sumir da história do planeta — afirma a bióloga.






