Um fato curioso chamou a atenção do público esta semana durante a exumação dos corpos dos integrantes do Mamonas Assassinas, em São Paulo. Ao abrirem o local onde o cantor Dinho foi sepultado, a equipe e os familiares encontraram uma jaqueta azul, com o emblema da banda, em perfeito estado de conservação.

Continua depois da publicidade

A peça havia sido depositada sobre o caixão como uma última homenagem há três décadas, o que gerou diversas especulações e mistério nas redes sociais sobre como o tecido resistiu ao tempo e às condições do solo.

A explicação para o fenômeno, no entanto, passa longe do sobrenatural e reside na composição química do vestuário. A jaqueta era fabricada em nylon, uma fibra sintética derivada do petróleo que possui características semelhantes ao plástico.

De acordo com Fabrício Stocker, professor da FGV, em entrevista ao g1, enquanto tecidos naturais como o algodão se decompõem rapidamente, o nylon pode levar até 200 anos para desaparecer por completo.

Continua depois da publicidade

Como a peça estava protegida e enterrada, sua durabilidade foi estendida, mantendo viva uma das lembranças físicas mais emblemáticas do maior fenômeno da música brasileira dos anos 90.

Veja fotos do Mamonas Assassinas

Como roupas podem durar centenas de anos

A peça foi feita nos anos 90, mas ainda hoje o nylon e o poliéster são algumas das fibras mais comuns na produção de roupas, e são plástico. Apesar de uma peça de roupa não ser feita para ser usada para sempre, já que as tendências de moda mudam, ela pode durar no mundo muito mais tempo do que a vida de quem a adquiriu.

Em condições naturais, no meio ambiente, uma peça de nylon pode levar mais de 200 anos para se degradar, dependendo de fatores como exposição ao sol, umidade, oxigênio e ação de microrganismos. Essa resistência tem um efeito colateral conhecido: o impacto ambiental. 

Continua depois da publicidade

No caso da jaqueta, enterrada, sem exposição à luz solar direta e em um ambiente relativamente isolado, a peça ficou protegida dos principais fatores que aceleram a degradação. “Trinta anos, nesse contexto, é pouco tempo”, afirma Stocker.

*Com informações do g1

**Sob supervisão de Pablo Brito

Você vai querer ler sobre “Você tem que voltar”: o último pedido do pai de Juliana Paes que fez ela vencer pela Viradouro