A onda de frio que atinge os Estados Unidos e algumas condições climáticas severas, especialmente na Flórida, fizeram com que a NASA, a agência espacial americana, optasse por ajustar o cronograma e adiar o lançamento do foguete da missão Artemis 2, que vai levar a humanidade de volta à Lua depois de mais de 50 anos.
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Inicialmente, o lançamento do foguete estava previsto para o dia 6 de fevereiro. Mas, de acordo com o comunicado da NASA, a missão não deve iniciar antes do dia 8. Isso porque o teste final, o chamado “Ensaio Geral Molhado”, que estava agendado para iniciar nesse sábado (31), precisou ser remarcado para o dia 2, segunda-feira, por conta da onda de frio e dos ventos fortes na Flórida.
Ainda de acordo com a nota, a NASA segue monitorando as condições climáticas para avaliar a viabilidade da decolagem na nova data prevista. A janela de lançamentos está aberta, inicialmente, até o dia 11 de fevereiro.
A NASA também vai aproveitar o período para realizar novos ajustes tanto no foguete quanto na sonda Orion, e também para concluir os preparativos finais do foguete na plataforma do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, onde vai ocorrer o lançamento.
Astronautas em quarentena
os quatro astronautas que formam a tripulação da Artemis 2 já estão confinados, em quarentena médica, no Centro Espacial Johnson, em Houston, nos Estados Unidos. O isolamento se faz necessário para garantir que nenhum dos quatro tripulantes contraia alguma doença que possa atrasar a missão ou causar problemas de saúde entre eles longe da Terra. Trata-se de um protocolo aplicado em todas as expedições espaciais tripuladas.
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Caso os testes do foguete e os ajustes na base de lançamento continuem com resultados satisfatórios, os astronautas vão se deslocar para o Centro Espacial Kennedy, de onde a missão vai partir, cerca de seis dias antes do lançamento do foguete.
A tripulação da missão Artemis 2, que vai levar a humanidade de volta à Lua, é composta pelo comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista Christina Koch e o mestre em física Jeremy Hansen, astronauta canadense.
Missão de retorno à Lua
A missão Artemis 2 será histórica: vai marcar o retorno da humanidade à Lua após mais de 50 anos – a última expedição tripulada para o nosso satélite natural ocorreu em 1972, com a Apollo 17.
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Mas, dessa vez, não está previsto um pouso na superfície da Lua. A sonda Orion, que já está acoplada ao foguete SLS e na base de lançamento, vai fazer um sobrevoo na órbita lunar. A missão deve durar cerca de 10 dias.
Durante o voo, serão feitos testes de sistemas essenciais da Orion no ambiente de espaço profundo (longe da Terra), como comunicação, navegação, controle manual da cápsula e mecanismos de suporte à vida. Os astronautas também vão observar detalhes da superfície lunar.
A tripulação vai poder sobrevoar e fazer fotografias, inclusive, do lado oculto da Lua. Será uma oportunidade única para observação e registro de imagens, que servirão para analisar características físicas e geológicas da superfície lunar, além de detalhes atmosféricos e de ambiente.
Caso seja bem-sucedida, a missão abre caminhos para a aguardada Artemis 3, que está prevista para ocorrer no segundo semestre de 2027 e que terá pouso dos astronautas na Lua.
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