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    Fenômeno climático

    Medidas são estudadas para evitar transtornos no trânsito em caso de maré alta em Florianópolis 

    Prefeitura analisa a instalação de comportas para conter a água em vias onde há alagamentos e mudanças no trânsito para reduzir congestionamentos 

    08/07/2019 - 05h55 - Atualizada em: 18/07/2019 - 14h50

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    Clarissa
    Por Clarissa Battistella
    A maré alta ocorreu durante cinco dias
    A maré alta ocorreu durante cinco dias
    (Foto: )

    Por quatro dias consecutivos, os alagamentos causados pela maré alta prejudicaram o trânsito em vias de grande circulação em Florianópolis, como Avenida da Saudade, principal acesso ao Norte da Ilha, Gustavo Richard e SC-405, no sentido Sul. Prefeitura e governo do Estado, responsáveis pelos trechos, estudam soluções para evitar que o fenômeno climático resulte em transtornos para a população.

    A Secretaria Estadual da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) informou que não tem nenhum projeto em andamento para conter a maré alta na SC-405. Já a prefeitura de Florianópolis, segundo o secretário de Infraestrutura Valter Gallina, estuda um formato de comporta que deve servir para estancar a água quando a maré começar a subir.

    — Numa ilha é muito difícil conter a maré alta. Pretendemos ter uma solução até o final deste ano, com essa comporta que fecha quando a maré sobe, mas ainda é um projeto incipiente — comentou, sem adiantar em que locais estas comportas poderiam ser instaladas.

    O secretário municipal ainda sugere que o ideal seria elevar a pista nos locais em que o alagamento acontece com mais frequência: na reta da Avenida Saudade e no Trevo da Seta até o Elevado Rio Tavares. Ele admite, porém, a solução é descartada por ser “muito pesada financeiramente”.

    Mudanças no trânsito

    Enquanto não se encontra um meio de evitar que a água invada as pistas, a prefeitura busca alternativas para desafogar o trânsito destes pontos em caso de alagamento. Uma delas é a revitalização da Avenida Madre Benvenuta, no bairro Santa Mônica, que poderá ser usada como via alternativa à Avenida da Saudade para acessar o Norte da Ilha pelo bairro Itacorubi.

    — Esse projeto já está pronto e temos recursos. A recuperação e requalificação vai custar R$ 5,4 milhões. Será no estilo da Avenida Paulista, com ciclovia na central, dando acesso à Udesc para quem preferir o deslocamento de bicicleta. Se licitarmos até julho, como temos previsto, deve estar concluída para o verão — garante o secretário Valter Gallina.

    Diversos pontos da cidade foram atingidos por alagamentos
    Diversos pontos da cidade foram atingidos por alagamentos
    (Foto: )

    Semana marcada pelo fenômeno climático

    Desde quarta-feira (3), quando iniciou a ressaca do mar, as viaturas da Polícia Rodoviária Militar e da Guarda de Trânsito de Florianópolis estiveram posicionadas nos trechos alagados, com o efetivo acompanhando o tráfego.

    Foram os finais de tarde os horários mais complicados de circulação na Capital. Nos dois primeiros dias, o congestionamento se estendeu por mais de três horas nos pontos de bloqueio, como no Sul da Ilha.

    Neste domingo (7), a Guarda Municipal esteve nos mesmos pontos, mas não chegou a atuar pois a maré não subiu o suficiente para causar transtornos. Mesmo assim, a Base Aérea, no Sul da Ilha, ficou liberada para trânsito nos dois sentidos, das 15h às 20h. O desvio foi uma medida “paliativa” encontrada pela prefeitura na última sexta-feira (5) para dar fluidez ao trânsito.

    De acordo com a Epagri/Ciram, o fenômeno é provocado pela influência da fase nova da lua em conjunto com o vento Sul, além da forte agitação marítima, com ondas que chegam a cinco metros de altura em alto mar. Para esta semana não há previsão de ressaca. As ondas devem ter pico de 2 a 2,5 metros de altura nesta segunda-feira (8).

    Outras cidades afetadas

    No Estado, Balneário Camboriú e Itajaí também enfrentaram o problema da maré alta na última semana. Em Itajaí o fenômeno ocorreu durante cinco dias, porém de forma mais estável, segundo a prefeitura. O município informou que as marés fazem parte da rotina da cidade, que se desenvolveu desde quando foi fundada, às margens dos rios.

    “A subida dos rios interfere no trânsito de algumas vias da cidade, no entanto não causa grandes transtornos no fluxo viário, já que a subida das águas, de modo a impedir a passagem de veículos, dura poucos minutos. Ainda assim, o município de Itajaí projeta melhorar a tubulação de drenagem e realizar uma revitalização na principal área de alagamento na encosta do rio Itajaí-Açu na rua Prefeito Paulo Bauer”, informou a prefeitura em nota.

    Em Balneário Camboriú, o fenômeno ocorreu neste fim de semana. No final da tarde de sábado (6), as areias da praia Central foram "engolidas" pelo mar em praticamente toda a sua extensão. A reportagem não conseguiu contato com o município para saber se há projetos para evitar transtornos no trânsito causados pela maré.

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