A rotina de Suelen Machado de Souza, de 27 anos, nunca mais foi a mesma depois do dia 18 de junho, quando um homem invadiu o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) o qual ela trabalha, em Ponte Alta, na Serra catarinense, e tentou matá-la. Desde então, os dias têm sido de medo em se deparar com o suspeito novamente, como contou ao NSC Total.
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Parecia mais uma quinta-feira normal de trabalho para Suelen e suas colegas. No horário de almoço, a coordenadora foi para casa como de costume, quando viu o homem de 26 anos, que já era atendido pela Assistência Social, dando chutes na cachorrinha dela, que estava na rua sob supervisão da família.
Suelen, então, foi buscar a cadela e pediu para o homem parar com a agressão. Naquele momento, ele puxou uma faca que estava guardada nas roupas e a ameaçou. Neste momento, o marido dela saiu de casa para ver o que estava acontecendo e o suspeito, então, fugiu.
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— Ficou por isso mesmo, achei que não iria acontecer mais nada — disse.
No entanto, às 14h15min, o homem foi até o local de trabalho de Suelen, no CRAS da cidade. A coordenadora conta que o reconheceu e, por isso, pediu para que as colegas dissessem que ela estava em atendimento e não poderia atendê-lo. O suspeito, entretanto, entrou no local portando uma faca, momento em que investiu a arma contra ela.
Coordenadora teve dedos feridos
Suelen conseguiu desviar, porém, ainda assim, o suspeito conseguiu ferir os dedos das mãos dela. A coordenadora fugiu para o lado de fora do local de atendimento, enquanto as colegas pediam por ajuda. O suspeito foi atrás e passou a rodeá-la no veículo dela no estacionamento.
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Imagens de câmeras de segurança capturaram toda a ação do suspeito, desde a chegada dele na unidade, até a perseguição contra a coordenadora do lado de fora do CRAS.
Veja o vídeo
— Eu perguntava o porquê ele estava fazendo aquilo, e ele só dizia “eu vou matar você” — lembrou.
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Momentos depois, ele fugiu. De acordo com o delegado Frederico Cezar de Melo e Silva, o suspeito permanece foragido desde então.
Coordenadora relata medo
Suelen aponta que o medo a acompanha diariamente desde o ocorrido. Ela precisou ir até o posto de saúde de Ponte Alta por conta dos ferimentos nos dedos e no joelho, já que a cidade não possui hospital.
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A coordenadora aponta que prestou depoimento, assim como as colegas de trabalho. Segundo ela, o medo permanece principalmente pela falta de segurança no local.
— Trabalhamos com o público, não podemos deixar as portas fechadas […] tenho medo de ir no mercado, de ir na rua, de ir trabalhar — disse.
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O NSC Total entrou em contato com a Prefeitura de Ponte Alta para entender se o executivo municipal pretende tomar alguma medida de segurança no local, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue em aberto.

