A construção da megafábrica de celulose da Arauco em Inocência, no Mato Grosso do Sul, atingiu nesta terça-feira (26) uma das etapas mais complexas da obra: a instalação do chamado “balão de vapor” da caldeira de recuperação, equipamento considerado central para a geração de energia da planta.
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A peça, que pesa mais de 300 toneladas — equivalente a cerca de 200 carros ou duas Estátuas da Liberdade — foi içada a quase 100 metros de altura para ser posicionada no topo da estrutura, apontada pela empresa como a maior caldeira de recuperação do mundo em uma fábrica de celulose.
O equipamento tem 32 metros de comprimento, 3,15 metros de largura e 3,81 metros de altura. Fabricado na China, percorreu uma rota logística que durou cerca de 45 dias entre a Ásia e o Brasil. Depois disso, o transporte terrestre entre o Porto de Santos (SP) e Inocência (MS) levou outros 48 dias.
Segundo a empresa, a operação mobilizou centenas de trabalhadores e dois guindastes com capacidade para içar até 750 toneladas. O processo exigiu estudos sobre peso, estabilidade, velocidade de elevação, condições climáticas e preparação do solo.
Veja fotos da operação da Arauco
Equipamento é responsável pela geração de vapor e energia
O balão de vapor integra a caldeira de recuperação da fábrica e é responsável por separar água e vapor durante o processo industrial. A partir disso, o vapor segue para turbinas que transformam calor e pressão em energia elétrica.
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De acordo com a empresa, a estrutura terá capacidade para gerar mais de 2,4 mil toneladas de vapor por hora e produzir mais de 400 megawatts (MW) de energia. Metade deve abastecer a própria operação industrial, enquanto o restante será destinado ao Sistema Nacional de Energia.
Projeto prevê operação a partir de 2027
Batizado de Projeto Sucuriú, o empreendimento marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento previsto é de US$ 4,6 bilhões — cerca de R$ 23,3 bilhões na cotação atual.
A fábrica terá capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano e ocupa uma área de 3,5 mil hectares a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência, às margens do Rio Sucuriú.
As obras começaram em 2024 e a previsão de início das operações é para o fim de 2027. Segundo a empresa, o projeto deve gerar mais de 14 mil vagas durante a construção e cerca de 6 mil empregos após a entrada em operação.
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Fotos mostram andamento das obras da Arauco
Números do projeto
- Investimento: R$ 23,3 bilhões (4.6 billhões de dólares)
- Capacidade produtiva de celulose: 3.5 milhões de tonelada ao ano
- Empregos no pico da obra: 14.000 novos empregos
- Empregos na operação: 6.000 empregos nas áreas Industrial, Florestal e Logística
- Área florestal: 400 mil hectares de plantação de eucalipto
- Autossuficiência energética: 400 Mw de energia limpa
Como se candidatar às vagas de emprego?
Os interessados em trabalhar no Projeto Sucuriú, da Arauco, podem acompanhar a publicação de novas vagas através do LinkedIn da empresa. A empresa reforça que as oportunidades são divulgadas somente pelos canais oficiais, e que todas as etapas do processo seletivo são gratuitas. Documentos são solicitados apenas em etapas específicas, através de sistemas oficiais ou e-mails corporativos.
Também é possível acompanhar as vagas disponíveis para trabalhar nas empresas que estão fazendo o Projeto Sucuriú através do sistema Pastinha. Na plataforma, é possível se candidatar à vagas ou cadastrar o currículo.









