A megaobra de alargamento de praia em Balneário Piçarras chegou na fase final. Novo trecho de 400 metros foi liberado na quarta-feira (1º) e, agora, a empresa responsável pela execução da obra, DTA Engenharia, atualizou o cronograma e prevê a conclusão dos trabalhos até o dia 10 de abril.
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As ações para alargar a orla ocorrem no trecho de dois quilômetros compreendido entre a Avenida Getúlio Vargas e o molhe da Barra do Rio Piçarras. Com a liberação do novo trecho de 400 metros, somado aos três já entregues, a obra passa a contar com 1,9 quilômetro de faixa de areia concluída, representando cerca de 99% do total previsto no projeto.
O trecho do contrato está totalmente finalizado e entregue, conforme vistoria técnica realizada. Entretanto, por questões de segurança, os últimos 100 metros antes do Molhe da Getúlio Vargas permanecerão temporariamente fechados devido à presença da tubulação de recalque, necessária para a continuidade da operação pós molhe.
No novo trecho, após o molhe da Avenida Getúlio Vargas, que contempla a readequação do projeto com a ampliação de aproximadamente 430 metros no sentido norte, cerca de 290 metros já foram executados, evidenciando o avanço contínuo da obra e a ampliação da intervenção ao longo da orla.
A ampliação do escopo está fundamentada em análises técnicas realizadas por órgãos especializados, incluindo o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias, que identificou, por meio de estudos da linha de costa, áreas com maior tendência à erosão, especialmente no setor norte da praia. O novo investimento é de aproximadamente R$9,57 milhões.
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— O ritmo acelerado da obra demonstra a eficiência do planejamento e da execução. Com a ampliação do projeto avançando no sentido norte, seguimos atuando de forma contínua, com responsabilidade ambiental e foco na segurança, para entregar uma orla mais ampla, estruturada e preparada para o futuro — destaca o prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt.
Como funciona a operação da megaobra de alargamento de praia em SC?
A operação é realizada pela draga Amazone, responsável pelo transporte de cerca de 6 mil metros cúbicos de areia por ciclo, com até quatro ciclos diários.
Os sedimentos utilizados possuem características semelhantes às da areia original da praia, conforme exigências do licenciamento ambiental. O material é retirado de uma jazida localizada a aproximadamente 10,5 quilômetros da Praia Central, nas proximidades da Ponta da Vigia, no município de Penha.
Os recursos para a realização da obra são provenientes do Fundo de Manutenção da Praia (Fumpra) e de recursos próprios do município. Ao todo, somando o contrato inicial e a readequação, o investimento ultrapassa R$ 50 milhões, com mais de 493.325,90 metros cúbicos de areia depositados na orla.
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