Um adeus simbólico em alto mar marcou o fim da megaobra de alargamento de Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina. Com o último bombeamento da draga na manhã desta sexta-feira (10), o trabalho, considerado uma das maiores intervenções da cidade, está oficialmente concluído após 75 dias.
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Ao todo, o trecho alargado se estende ao longo de 2,43 quilômetros com uma ampliação média de 30 metros na faixa de areia, segundo a prefeitura. Para celebrar o sucesso da operação, a tripulação da draga Amazone ainda se despediu da cidade com um “rainbow”, um jato de água lançado ao ar em forma de arco, uma maneira simbólica que comemora a obra.
Confira as fotos do fim do alargamento com “adeus”
Agora, a embarcação segue para o porto de Paranaguá, no Paraná, onde atuará em um projeto de dragagem de manutenção.
— Essa obra representa o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável de Balneário Piçarras. Além de beneficiar diretamente os usuários da praia, enfrentamos problemas históricos com ressacas marítimas, e o alargamento contribuirá significativamente para a proteção da nossa costa — destacou o prefeito Tiago Baltt.
Faixa de areia maior
Iniciada em 23 de janeiro deste ano, a megaobra de alargamento foi concluída em 75 dias, no trecho entre o molhe da Barra do Rio Piçarras e a região após o molhe da Avenida Getúlio Vargas.
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Apesar da conclusão da etapa principal, os trabalhos seguem com a retirada da tubulação e os acabamentos finais no último trecho, de acordo com a gestão municipal. A previsão é que todas as intervenções sejam finalizadas até o fim de abril, com liberação total da praia.
— Concluir uma obra dessa magnitude em 75 dias demonstra a capacidade técnica e o compromisso com a cidade. Agora, seguimos com as avaliações necessárias para garantir que a liberação aconteça com total segurança — completa o prefeito.
Ainda, a prefeitura informou que também prepara o ato oficial de inauguração da nova orla da Praia Central, previsto para o início de maio. A data e a programação completa serão divulgadas em breve.
Como foi o processo de alargamento nos últimos meses
A operação da obra foi executada pela draga Amazone, responsável pelo transporte de aproximadamente seis mil metros cúbicos de areia por ciclo, com até quatro ciclos diários. O material utilizado possui características semelhantes às da areia original da praia, atendendo às exigências do licenciamento ambiental.
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A extração ocorreu em uma jazida localizada a cerca de 10,5 quilômetros da costa, nas proximidades da Ponta da Vigia, no município de Penha.
Inclusive, o projeto inicial previa o alargamento de aproximadamente dois quilômetros da orla. No entanto, após reavaliação técnica, a prefeitura ampliou a área de intervenção, visando maior eficiência na proteção costeira.
Além disso, a readequação estendeu o projeto em cerca de 430 metros no sentido norte, além do espigão na projeção da Avenida Getúlio Vargas, fortalecendo a estrutura da orla e aumentando a segurança da faixa de areia.
“A ampliação foi baseada em estudos técnicos realizados por órgãos especializados, como o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), que identificaram áreas com maior tendência à erosão, especialmente no setor norte da praia”, afirma a prefeitura.
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Todos recursos para a execução da obra são provenientes do Fundo de Manutenção da Praia (Fumpra) e de verbas próprias do município. No total, considerando o contrato inicial e a readequação, o investimento ultrapassa R$50 milhões, com mais de 493 mil metros cúbicos de areia depositados na orla.
*Sob supervisão de Leandro Ferreira













