Enquanto o percentual de famílias endividadas no Brasil alcançou 80,9% em abril de 2026, o maior patamar da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Santa Catarina segue na direção oposta. Dados do Observatório de Negócios do Sebrae/SC mostram que o estado registrou 94.332 novos pequenos negócios no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 14,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
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O contraste ajuda a explicar um fenômeno que vem ganhando força no estado: a capacidade do catarinense de transformar desafios econômicos em oportunidades de trabalho e geração de renda. Em vez de aguardar uma melhora do cenário nacional, milhares de profissionais decidiram abrir o próprio negócio, formalizar atividades e buscar novas fontes de renda.
Os números revelam que 74,2% das novas empresas abertas no estado são Microempreendedores Individuais (MEIs). Foram 69.957 novos registros apenas nos três primeiros meses do ano, consolidando uma tendência de crescimento que tem colocado Santa Catarina entre os estados mais avançados do país quando o assunto é empreendedorismo.

O salto do empreendedorismo catarinense
A evolução dos pequenos negócios está distribuído por diversas regiões do estado, mas a Grande Florianópolis, Foz do Itajaí e o Norte catarinense concentram 60,5% das novas aberturas.
O setor de serviços continua sendo o principal motor desse avanço, respondendo por aproximadamente dois terços dos novos empreendimentos. Um dos destaques é o segmento de entregas rápidas, que registrou crescimento de 127,8% entre 2024 e 2026, impulsionado pela digitalização do consumo e pela expansão do comércio eletrônico.
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Outro dado relevante é a crescente participação feminina. As mulheres representam 42,1% dos novos negócios criados em Santa Catarina, reforçando uma tendência nacional de fortalecimento do empreendedorismo feminino.
No interior, o movimento também chama atenção. Segundo o Sebrae SC, na regional Centro-Norte, o número de novos MEIs passou de 4.689 em 2024 para 5.328 em 2025, um crescimento de 13,6%. Municípios como Caçador, que avançou 16,9%, Canoinhas, com alta de 16,6%, e Videira, com crescimento de 14,3%, ajudam a demonstrar que o empreendedorismo está presente muito além dos grandes centros urbanos.
Histórias que refletem a realidade do estado
O perfil do novo empreendedor catarinense é diverso, mas costuma ter características em comum: disposição para trabalhar, busca por independência financeira e foco em crescimento gradual. Eles decidem formalizar suas atividades como MEI quando percebem o crescimento da demanda. Com CNPJ, passam a emitir notas fiscais, ampliar parcerias comerciais e organizar melhor as finanças.
Um exemplo é Marina, empreendedora de Chapecó que transformou a produção artesanal de moda praia em uma microempresa. Ao participar do programa MEI UP, focado em capacitação e crescimento de pequenos negócios, conseguiu melhorar a precificação dos produtos, ampliar a presença digital e conquistar clientes fora da região Oeste.
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Casos semelhantes ajudam a explicar por que o empreendedorismo continua crescendo mesmo em um cenário econômico nacional marcado por incertezas.
A importância da capacitação para os empreendedores
Embora o acesso a recursos financeiros seja importante em muitos momentos, especialistas destacam que existem caminhos para fortalecer um negócio.
Em Santa Catarina, iniciativas do Sebrae SC como a Sala do Empreendedor, o programa MEI UP e o Cidade Empreendedora, presente em 174 municípios catarinenses, oferecem orientação para quem deseja formalizar atividades, organizar a gestão financeira e estruturar o crescimento do negócio.
A tecnologia também se tornou uma aliada importante. Dados do DataSebrae mostram que 44% dos pequenos negócios brasileiros já utilizam inteligência artificial em alguma atividade, seja para atendimento ao cliente, criação de conteúdo, automação de processos ou análise financeira.
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Outro fator decisivo é a formalização. Ainda segundo o DataSebrae, empreendedores informais podem ter rendimento até três vezes menor do que aqueles que atuam com CNPJ regularizado. Além de ampliar oportunidades comerciais, a formalização facilita o acesso a serviços financeiros, como empréstimo pessoal na hora de investir em capacitação e alcance de novos mercados.
Quando o empréstimo pessoal se torna uma ferramenta estratégica
Se por um lado muitos empreendedores conseguem avançar apenas com planejamento e organização, por outro o empréstimo pessoal pode representar uma importante ferramenta de crescimento quando utilizado de forma responsável.
Uma pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com o Banco do Nordeste e o Etene demonstrou que micro e pequenas empresas que receberam simultaneamente crédito e orientação financeira apresentaram melhores resultados ao longo do tempo. A taxa de sobrevivência após seis anos chegou a 89,5%, contra 83,5% entre negócios que não tiveram esse apoio combinado.
Na prática, é recomendado utilizar recursos como empréstimo pessoal na hora de ampliar estoques, adquirir equipamentos, reforçar o capital de giro, investir em tecnologia ou contratar mão de obra. O mercado oferece diferentes alternativas para empreendedores, incluindo programas oficiais, linhas de instituições financeiras tradicionais, cooperativas e fintechs especializadas.
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Fintechs ampliam acesso ao empréstimo para MEIs e autônomos
Um dos principais desafios enfrentados por autônomos e microempreendedores é a dificuldade de comprovar renda por meio dos modelos tradicionalmente exigidos pelo sistema bancário, como holerite ou contracheque. Nesse contexto, as fintechs passaram a desenvolver modelos alternativos de análise de crédito.
A SuperSim é um exemplo desse movimento. A empresa brasileira atua há mais de sete anos no mercado, conta com mais de 200 colaboradores e já ultrapassou a marca de 7 milhões de empréstimos emitidos. A operação tem como foco ampliar o acesso ao empréstimo pessoal imediato para públicos historicamente menos atendidos pelo sistema financeiro tradicional.
A empresa trabalha com empréstimo para MEI, modalidade que pode ser utilizada por autônomos e MEIs para diferentes finalidades, incluindo investimentos no próprio negócio. A análise considera o contexto individual do solicitante, permitindo avaliar perfis que muitas vezes encontram dificuldades em instituições convencionais, incluindo pessoas com restrições de crédito.
A SuperSim atua como correspondente bancário de instituições parceiras como Socinal, BMP e CelCoin, seguindo as normas estabelecidas pelo Banco Central. Outro diferencial é o selo RA1000, concedido pelo Reclame Aqui a empresas que mantêm elevados índices de atendimento e resolução de demandas dos consumidores.
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Como funciona a jornada de contratação
A contratação de um empréstimo pessoal pela plataforma ocorre de forma totalmente digital. A jornada começa com uma simulação realizada através do site da SuperSim. Após a análise de crédito, é apresentada uma proposta contendo todas as informações necessárias para avaliação do consumidor.
Caso o contrato seja aceito e assinado digitalmente, o valor pode ser disponibilizado via Pix em até cinco minutos após a conclusão do processo.
Os valores oferecidos variam entre R$ 50 e R$ 2.500, com prazo de pagamento de um a 14 meses.
Antes de contratar qualquer operação financeira, especialistas recomendam avaliar o objetivo do recurso, a capacidade de pagamento das parcelas, o prazo total do contrato e o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, tarifas e impostos envolvidos na operação.
O empreendedorismo como resposta
O crescimento dos pequenos negócios em Santa Catarina reforça uma característica histórica do estado: a capacidade de transformar trabalho, planejamento e inovação em desenvolvimento econômico.
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Enquanto o Brasil enfrenta recordes de endividamento, o estado responde com a abertura de quase 100 mil novos empreendimentos em apenas três meses. O movimento mostra que formalização, qualificação profissional, uso de tecnologia e acesso responsável ao crédito podem funcionar como instrumentos de crescimento para quem deseja construir uma trajetória sustentável nos negócios.
Perguntas frequentes
- O que é MEI?
É a categoria criada para formalizar trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores com faturamento dentro dos limites estabelecidos pela legislação. - Empreendedores podem usar empréstimo pessoal no negócio?
Sim. Como pessoa física, o MEI pode utilizar recursos obtidos legalmente para capital de giro, compra de equipamentos ou outras necessidades relacionadas à atividade econômica. - Ter restrição no CPF impede solicitar empréstimo pessoal?
Não necessariamente. Cada instituição possui critérios próprios de análise e avaliação. - Por que a formalização é importante?
Porque amplia oportunidades comerciais, facilita o acesso a crédito, permite emissão de notas fiscais e oferece proteção previdenciária. - Empréstimo online para microempreendedor: o que avaliar?
É fundamental avaliar as taxas e o Custo Efetivo Total (CET), além das condições de pagamento. Também é importante verificar os requisitos para aprovação, analisar o impacto das parcelas no fluxo de caixa da empresa e garantir que o crédito será usado de forma estratégica, como para capital de giro, investimentos ou reorganização financeira. Manter a documentação e as finanças do negócio organizadas pode aumentar as chances de aprovação.
Transparência
A SuperSim atua como correspondente bancário, nos termos da Resolução nº 3.954 do Banco Central do Brasil. Disponibiliza produtos e serviços de empréstimo pessoal por meio de instituições financeiras parceiras, e o prazo de pagamento varia de 1 a 14 meses.
Ao solicitar uma proposta, serão exibidos a taxa de juros utilizada, a tarifa, o imposto (IOF) e o custo efetivo total (CET). A contratação está sujeita à análise de crédito.
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