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    Menino autista desaparecido em Itapema é encontrado por pescador e pede gole de refrigerante

    Pai já estava sem esperanças do reencontro quando adolescente foi encontrado

    07/04/2021 - 19h08 - Atualizada em: 07/04/2021 - 20h51

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    Por Giulia Machado
    Menino foi encontrado em praia de Itapema
    Menino foi encontrado em praia de Itapema
    (Foto: )

    Um menino de 14 anos que desapareceu na segunda-feira (5), em Itapema, no Litoral Norte catarinense, foi encontrado no mar por um pescador, na manhã desta quarta (7). A primeira solicitação do adolescente ao reencontrar um familiar foi inusitada: ele pediu um gole de refrigerante ao primo momentos após o resgate.

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    O garoto tem Transtorno do Espectro Autista e mora com a família em Joinville, mas estava com o pai e o irmão em Itapema quando desapareceu. O pai, Wilmar Borges de Moraes, foi até a cidade para resolver um assunto relacionado ao apartamento da família, e levou os filhos junto.

    Eles haviam saído para comer um lanche, e na volta, quando estavam caminhando pelo calçadão em Meia Praia, o rapaz saiu andando na frente, acelerou o passo e sumiu. O pai o perdeu de vista, e ele só voltou a ser encontrado na manhã desta quarta-feira.

    — Ele sofreu muito. Nós sofremos, imagina ele. Os autistas precisam muito de atenção, e ele ficou sozinho nesses dias, sem comida, sem água, é uma situação difícil — conta o pai.

    O menino ficou circulando pela cidade desde segunda-feira, dormiu na rua, não se alimentou e deve ter entrado no mar na manhã desta quarta. Ele foi encontrado debilitado, com hipotermia e arranhões pelo corpo. Está internado, mas com quadro estável.

    O pai conta que no dia do desaparecimento, depois de muito procurar o filho, percebeu que não iria conseguir encontrá-lo sozinho e acionou a polícia. A partir de então começaram as buscas, e uma grande campanha tomou conta das redes sociais.

    Aliviado por ter encontrado o menino, o pai relata que já estava perdendo as esperanças:

    — Eu não estava mais aguentando, estava muito difícil para a família — comenta.

    Segundo Wilmar, essa não foi a primeira vez que o filho sumiu, mas foi a primeira em que resultou em uma situação grave. Apesar do susto, ele aconselha outros pais de crianças autistas a darem liberdade para os filhos.

    — Os autistas precisam de muita atenção. Meu filho fala “pai eu quero liberdade”. Eles gostam de andar na rua. E acho que também nós os trancamos, mas eles precisam de liberdade, sempre com muita atenção — avalia.

    *Estagiária sob supervisão de Bianca Bertoli.

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