A casa onde o menino de 3 anos morto por não dar “bom dia” ao pai, o missionário norte-americano D’Andre Jermaine Grayson, e os outros quatro irmãos que tem entre 1 e 9 anos viviam em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, não tinha portas. Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, os cômodos eram divididos por panos.

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O menino morreu no dia 8 de julho, depois de ser agredido há duas semanas pelo pai, que está preso. Ele confessou o crime e disse, em depoimento, que deu socos no tórax e no abdômen do filho, além de ter batido a cabeça da criança contra o chão, porque o menino não lhe deu “bom dia”. A mãe das crianças, Mayanna Rodgers, também está presa por suspeita de omissão.

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Irmãos também foram agredidos

Na semana passada, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) realizou uma perícia física que confirmou que os irmãos de 9 e 7 anos também tinham lesões recentes e cicatrizes antigas, conforme informações do g1. Segundo a delegada Luana Medeiros, os pais orientavam os filhos a usar roupas compridas para esconder os machucados, além de inventar histórias sobre as marcas pelo corpo.

Entre os argumentos para justificar as agressões, segundo a polícia, os pais citaram a cultura e a religião da família. Os irmãos estão em um abrigo.

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Testemunhas são ouvidas

Cerca de 11 pessoas já foram ouvidas como testemunhas até o momento. O inquérito deve ser concluído até o início de agosto, segundo a delegada.

Para isso, ainda serão feitas perícias psíquicas com a crianças para avaliar se a mãe foi omissa em relação à morte da criança e, também, às agressões. Além disso, a Polícia Civil investiga se Mayanna sofria violência física e psicológica do marido.

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O que diz a defesa de Mayanna

A defesa de Mayanna Angelina Rodgers está colaborando com as autoridades, permanecendo a disposição da justiça para esclarecimentos dos fatos.

Consigna que a constituinte é vítima e se encontrava em estado de grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica, física, emocional e espiritualmente, circunstâncias estas que merecem apuração cuidadosa e técnica, sem qualquer julgamento antecipado.

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A defesa confia no devido processo legal, contraditório e ampla defesa, nos termos da Constituição Federal, reafirmando que apenas a ampla instrução processual permitirá a correta apuração dos fatos.

Por respeito a memória da criança e ao sigilo das investigações não serão fornecidas outras informações.

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O que diz a defesa de Dandre Jermaine Grayson

Em razão da repercussão pública alcançada pelo caso envolvendo D’Andre Grayson, e diante de manifestações veiculadas na imprensa e nas redes sociais que antecipam juízos de valor, a defesa técnica vem a público esclarecer o que segue.

O processo tramita sob segredo de justiça. Por dever ético e legal, a defesa não vai comentar fatos, provas ou peças cobertas pelo sigilo, e espera o mesmo padrão de conduta de quem venha a obter acesso a esse conteúdo, dentro ou fora do processo.

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Exposição midiática antecipada não substitui o processo, onde haverá produção de provas, contraditório e ampla defesa. O contraponto percorrerá o processo: com prova autuada, e não no espaço público, por meio de acusações genéricas ou de julgamento paralelo movido por comoção.

Na persecução penal, a integridade das informações sobre o caso é dever legal. Divulgação seletiva e antecipada de conteúdo sigiloso, além de configurar possível ilícito, compromete a lisura do processo e pode causar dano irreparável a quem não foi condenado.

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Em tempo, a defesa lamenta a decisão da qual resulta o atual afastamento dos quatro filhos de sua mãe, sobretudo em momento de luto e necessidade de amparo familiar. O processo penal não deve prestar-se a punir antecipadamente quem já está vitimado pela perda.

Por fim, defesa confia nas instituições e no Poder Judiciário e exige o cumprimento estrito do devido processo legal sem antecipações e exposição indevida. Seguirá atuando com serenidade técnica, firmeza e absoluto compromisso com os direitos fundamentais de seu cliente.

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