Uma perícia física confirmou que dois dos irmãos do menino morto por não dar “bom dia” ao pai também sofreram agressões. Segundo a Polícia Civil, os exames apontaram lesões recentes, além de cicatrizes antigas. As crianças têm sete e nove anos. A família mora em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Continua depois da publicidade
Os pais, Dandre Jermaine Grayson e Mayanna Angelina Rodgers estão presos. O missionário norte-americano confessou as agressões contra o garoto, que teve a morte cerebral confirmada em 8 de julho. A mãe é investigada pela omissão no caso e também pode ter cometido agressões.
Em um inquérito separado, a Polícia Civil investiga indícios de que Mayanna sofria violência física e psicológica do marido. Até o momento foram ouvidas 11 testemunhas. O inquérito deve ser concluído até o início de agosto, segundo a Zero Hora.
Continua depois da publicidade
A delegada Luana Medeiros, responsável pela investigação, afirmou que os pais orientavam os filhos a esconder os machucados. As crianças usariam roupas compridas e seriam instruídas a inventar histórias para justificar as marcas pelo corpo.
Veja fotos
Irmãos do menino estão em acolhimento institucional
Os filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar. Conforme a delegada responsável pela investigação, o homem confessou o crime e disse que desferiu socos no peito e no abdômen da criança.
Continua depois da publicidade
Segundo informações do g1, ele também bateu a cabeça do menino contra o chão na casa onde a família morava, em Viamão. Em janeiro deste ano, o menino também teria quebrado o braço, com a justificativa de que a criança teria se machucado no sofá da casa.
Além disso, o filho mais velho do casal, de 9 anos, também foi levado a um centro de saúde com um ferimento no rosto, segundo o prefeito de Viamão, Rafael Bortoletti (PSDB).
Continua depois da publicidade
Relembre o caso do menino morto por não dar “bom dia” ao pai
No dia 5 de julho, o garoto deu entrada no Hospital de Pronto Socorro (HPS) após ter sido espancado pelo pai, Dandre Grayson. O homem confessou ter agredido o filho por ele não ter dado “bom dia”. Dandre, que se diz missionário e prega para igrejas evangélicas, foi preso preventivamente.
A criança ficou internada três dias e teve a morte confirmada. No dia seguinte, a mãe, Mayanna, também foi presa de forma preventiva. Segundo a Polícia Civil, ela é suspeita de omissão e tortura.
Continua depois da publicidade
O que diz a defesa de Mayanna
A defesa de Mayanna Angelina Rodgers está colaborando com as autoridades, permanecendo a disposição da justiça para esclarecimentos dos fatos.
Consigna que a constituinte é vítima e se encontrava em estado de grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica, física, emocional e espiritualmente, circunstâncias estas que merecem apuração cuidadosa e técnica, sem qualquer julgamento antecipado.
Continua depois da publicidade
A defesa confia no devido processo legal, contraditório e ampla defesa, nos termos da Constituição Federal, reafirmando que apenas a ampla instrução processual permitirá a correta apuração dos fatos.
Por respeito a memória da criança e ao sigilo das investigações não serão fornecidas outras informações.
Continua depois da publicidade
O que diz a defesa de Dandre Jermaine Grayson
Em razão da repercussão pública alcançada pelo caso envolvendo D’Andre Grayson, e diante de manifestações veiculadas na imprensa e nas redes sociais que antecipam juízos de valor, a defesa técnica vem a público esclarecer o que segue.
O processo tramita sob segredo de justiça. Por dever ético e legal, a defesa não vai comentar fatos, provas ou peças cobertas pelo sigilo, e espera o mesmo padrão de conduta de quem venha a obter acesso a esse conteúdo, dentro ou fora do processo.
Continua depois da publicidade
Exposição midiática antecipada não substitui o processo, onde haverá produção de provas, contraditório e ampla defesa. O contraponto percorrerá o processo: com prova autuada, e não no espaço público, por meio de acusações genéricas ou de julgamento paralelo movido por comoção.
Na persecução penal, a integridade das informações sobre o caso é dever legal. Divulgação seletiva e antecipada de conteúdo sigiloso, além de configurar possível ilícito, compromete a lisura do processo e pode causar dano irreparável a quem não foi condenado.
Continua depois da publicidade
Em tempo, a defesa lamenta a decisão da qual resulta o atual afastamento dos quatro filhos de sua mãe, sobretudo em momento de luto e necessidade de amparo familiar. O processo penal não deve prestar-se a punir antecipadamente quem já está vitimado pela perda.
Por fim, defesa confia nas instituições e no Poder Judiciário e exige o cumprimento estrito do devido processo legal sem antecipações e exposição indevida. Seguirá atuando com serenidade técnica, firmeza e absoluto compromisso com os direitos fundamentais de seu cliente.
Continua depois da publicidade




