O menino Oliver Golden Grayson, de 3 anos, que morreu após ser espancado pelo pai após não lhe dar “bom dia” em Viamão, no Rio Grande do Sul demonstrava “intenso temor em relação ao genitor”, segundo um relatório do Conselho Tutelar Rural enviado à Justiça em 7 de julho. O documento obtido pelo g1 aponta que os quatro irmãos da criança apresentavam lesões compatíveis com agressões físicas reiteradas.

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Durante atendimento após a internação de Oliver, uma das crianças foi identificada com marcas compatíveis com mordidas. Segundo o relatório, o irmão mais velho afirmou espontaneamente aos profissionais: “Aquilo ali é a mordida que o pai dá. Ele morde a gente”. O Conselho Tutelar destaca que a fala ocorreu sem qualquer indução dos investigadores.

O relatório afirma ainda que o menino reproduzia comportamentos de controle e intimidação semelhantes aos atribuídos ao pai e tentava impedir que os irmãos mostrassem as lesões. Ele dizia repetidamente que “só fazia o que ela mandava”, em referência à mãe. Mayanna Angelina Rodgers, mãe dos meninos, pode ter sido vítima de violência doméstica, segundo a Polícia Civil

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O Conselho Tutelar informou que acompanha a família desde novembro de 2025. A reportagem do NSC Total apurou que os filhos do casal chegaram a permanecer três meses em acolhimento institucional em Palmitos, município do Oeste de Santa Catarina, antes da família se mudar para o estado gaúcho. Na época, Oliver, então com cerca de um ano e meio, também teria sido vítima de agressões físicas.

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Entenda o caso

Oliver menino de 3 anos que teria sido espancado pelo próprio pai, um missionário norte-americano de 33 anos, morreu na noite da última quarta-feira (8) após ficar em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre. De acordo com o próprio depoimento do pai, Dandre Jermaine Grayson, as agressões teriam sido motivados porque o filho não lhe deu “bom dia”. Ele está preso desde o último domingo (5).

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Conforme a delegada responsável pela investigação, Luana Tamiozzo Medeiros, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), o homem confessou o crime e disse que desferiu socos no peito e no abdômen da criança. Conforme informações do g1, ele também bateu a cabeça do menino contra o chão na casa onde a família morava, em Viamão.

A criança foi levada ao hospital de Viamão pelo próprio pai e, por causa da gravidade dos ferimentos, ele precisou ser transferido para Porto Alegre.

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A família mora no Brasil há nove anos. Segundo a Polícia Civil, em pelo menos dois outros estados brasileiros há registros de que os filhos de 1, 5, 7 e 9 anos do casal também teriam sido vítimas de agressões semelhantes.

As crianças foram encaminhadas para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar. O missionário também é investigado por supostos episódios de violência doméstica contra a esposa. Uma medida protetiva foi solicitada.

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