Mayanna Angelina Rodgers, mãe do menino de três anos morto por não dar “bom dia” ao pai, pode ter sido vítima de violência doméstica, segundo a Polícia Civil. O caso também será investigado e há fortes indícios do crime. A família morava em Viamão, Região Metropolitana de Porto Alegre.
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O pai, Dandre Jermaine Grayson, foi preso preventivamente no domingo (5) pelas agressões ao garoto, enquanto a mãe foi detida na quinta-feira (9), por suspeita de omissão. O menino teve a morte cerebral confirmada na noite de quarta-feira (8).

Os irmãos do menino de três anos morto por não dar “bom dia” ao pai podem ter sofrido agressões semelhantes. A reportagem do NSC Total apurou que os filhos do casal chegaram a permanecer três meses em acolhimento institucional em Palmitos, município do Oeste de Santa Catarina, antes da família se mudar para o estado gaúcho.
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A ida das crianças para o abrigo foi motivada, segundo o Ministério Público de Santa Catarina, por denúncias anônimas de vizinhos sobre supostas agressões físicas cometidas pelos pais do garoto contra um dos irmãos dele.
Segundo o MP, durante a visita, o corpo de uma das crianças foi examinado após as denúncias, mas não foram encontrados hematomas, lesões ou qualquer outro sinal que indicasse agressão física. O filho que seria vítima dessas agressões não foi informado pela promotoria, ou seja, não se sabe se é a mesma criança que foi morta no Rio Grande do Sul.
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A Polícia Civil aponta que em pelo menos dois outros estados brasileiros há registros de que os filhos de 5, 7 e 9 anos do casal também teriam sido vítimas de agressões semelhantes. Um bebê de 1 ano também é filho do casal, mas não há confirmação de que ele tenha sofrido violência. A família mora no Brasil há nove anos.
Pai confessou ter espancado filho por não receber “bom dia”
Em depoimento à polícia, o pai confessou ter agredido o filho com socos e batido a cabeça do menino contra o chão porque a criança não lhe deu “bom dia”. Antes da prisão de Mayanna, a investigação apura se ela também era vítima de violência doméstica, segundo o g1.
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A polícia havia, inclusive, solicitado uma medida protetiva para a mulher. A família morava no distrito de Águas Claras, no interior de Viamão, há cerca de seis meses. Na manhã de quinta, com autorização da própria mãe, houve a captação dos órgãos do menino para doação.

Mãe tentou justificar agressões
Mayanna tentou justificar as agressões alegando que era a forma com que a cultura e a religião deles indicava que deveria ser a correção e disciplina dos filhos. A mulher dizia que o homem estaria “disciplinando de forma rígida, porém correta” as crianças.
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— A forma como a família vivia foi determinante para a Delegada de Polícia entender que a mãe, na verdade, foi conivente com os atos de tortura e com o homicídio praticado contra o menino de 3 anos. O homicídio foi praticado com inúmeras e gravíssimas lesões, que chegaram a movimentar o coração do infante de lugar e achatar o crânio, não sendo crível que se pense que a mãe não conseguiu ouvir tudo – do quarto ao lado – e que sequer tivesse tentado conter o pai — disse a delegada Luana Tamiozzo Medeiros.

