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Saúde pública

Milhares de vacinas contra Covid correm risco de vencer no Alto Vale graças a fujões

Municípios se mobilizam para tentar ampliar vacinação, mas adesão é abaixo do esperado

09/12/2021 - 10h24

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Talita
Por Talita Catie
Doses ameaçadas são da Pfizer
Doses ameaçadas são da Pfizer
(Foto: )

A coordenadoria de imunização do Alto Vale do Itajaí corre contra o tempo para tentar evitar que cerca de 5 mil doses de vacina contra a Covid-19 vençam antes de chegar aos braços da população. A situação é contraditória ao observar que aproximadamente 25 mil pessoas na região estão com segunda dose atrasada.

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A responsável pelo setor de imunização do Alto Vale, Josiane Verdi Schaade, conta que há duas semanas algumas das 28 cidades que compõem a regional pediram reforço de doses para ampliar a campanha de imunização. As prefeituras abriram postos de saúde aos fins de semana e aumentaram o horário de atendimento para receber o público. 

Pórem, não surtiu o resultado que se imagina. 

— A procura ficou bem abaixo do esperado — conta.

No começo desta semana, cerca de 5 mil doses do imunizante da Pfizer corriam o risco de vencer. O prazo de aplicação dessa remessa vai até 18 de dezembro, porque precisa ser usado em até 30 dias após o descongelamento, explica Josiane. 

Ou seja: são apenas 10 dias pela frente até o vencimento.

Após uma redistribuição da vacina entre os municípios da regional, o quantitativo represado diminuiu, segundo Josiane, mas ainda mantém a coordenadoria em alerta. Ela conta que as cidades estão fazendo busca ativa para tentar localizar onde estão os 25 mil fujões da segunda dose. 

As cidades maiores acumulam a maior quantidade de pessoas sem a segunda dose. São 5,7 mil em Rio do Sul, outros 2,7 mil em Ibirama e mais de mil em Ituporanga.

A coordenadoria também tem buscado apoio da imprensa para tentar levar mais pessoas aos postos de vacinação. Josiane acredita que deve conseguir aplicar os imunizantes antes do vencimento se a população colaborar.

— Talvez pelo baixo número de casos que a gente tem na região, a população acaba ficando mais relaxada e não volta para tomar a segunda dose — pontua a responsável de imunização.

Os médicos frisam que são necessárias as duas aplicações para o esquema vacinal ser considerado completo e a pessoa ficar, de fato, imunizada. Na prática, quem recebe as doses, tem menor chance de desenvolver quadros graves da Covid-19.

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