Três militares americanos morreram e outros cinco ficaram gravemente feridos durante bombardeios iranianos no Kwait. A ação ocorre durante a escalada de tensões entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, após a morte do líder supremo Ali Khamenei.

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O Kwait é um dos países do Golfo Pérsico que abriga bases americanas, e que foram atacadas por mísseis iranianos após a ação coordenada entre EUA e Israel contra o Irã, no sábado (28).

As mortes são as primeiras baixas entre militares americanas desde o início do conflito. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas forças no Oriente Médio, em comunicado no X (antigo Twitter), não deu detalhes de onde os soldados foram mortos, nem revelou as identidades. As famílias devem ser notificadas antes de novas informações serem divulgadas.

“A situação é dinâmica. Em respeito às famílias, reteremos informações adicionais, incluindo a identidade dos guerreiros caídos em combate, até 24 horas após seus parentes terem sido informados”, afirmou o comando militar.

Outros militares sofreram ferimentos leves, causados por estilhaços e traumatismos, mas já reassumiram suas funções.

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Autoridades iranianas chegaram a afirmar que mísseis atingiram o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico, porém a informação foi negada pelo Pentágono. “Mentira. O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados nem sequer se aproximaram”, declarou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) no X.

Escalada de tensões

Os Estados Unidos e Israel atacaram o territorio iraniano em uma ação coordenada, com explosões registradas em Teerã e outras cidades. Mais tarde, a mídia estatal do país confirmou a morte de Khamenei.

Segundo Donald Trump, o intuito da ação era eliminar ameças iminentes ligadas ao programa de mísseis e às atividades nucleares iranianas. Ele afirmou que baixas eram esperadas no confronto.

O Irã prometeu retaliação. O chefe de segurança do país, Ali Larijani, disse que novos ataques estão sendo preparados e que Estados Unidos e Israel enfrentarão uma resposta sem precedentes. Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse ainda que dar uma resposta à morte do líder supremo é uma obrigação da República Islâmica e “direito legítimo do país”.

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*Com informações de o Globo