Em um mundo mais conectado e digitalizado, a busca por soluções de problemas locais passa pela integração. As inovações não passam somente por tecnologia e infraestruturas robustas, mas por pessoas. Com a mudança de olhar e foco nas interações sociais, as cidades se reorganizam para tornar a rotina mais fácil, agradável e sustentável. O conceito de cidades inteligentes, que desenvolvem estratégias de inovação e tecnologia para promover o bem-estar de seus moradores, passa a ser difundido em médios e grandes municípios – e a capital catarinense não deve ficar de fora desta tendência.

Neste ano, a Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF) foi uma das lideranças do Brasil presentes em eventos internacionais que são referência para a promoção de cidades mais tecnológicas e mais inteligentes.

Nas denominadas “smart cities”, conexão é a chave de maior integração de tecnologias visando enfrentar desafios ainda considerados complexos em áreas como educação, saúde, mobilidade urbana, geração e distribuição de energia, conectividade, entre outros.

Pesquisadores da área classificaram as smart cities em três diferentes estágios. As cidades inteligentes 1.0 baseiam a tomada de decisões na tecnologia, já nas 2.0 as demandas dos cidadãos e os governos que direcionam a tecnologia para viabilizar novas iniciativas. No estágio 3.0, a comunidade está no centro das decisões, tendo como base as informações de dispositivos tecnológicos.

Entre os exemplos de referências internacionais neste sentido, está a cidade de Medellín, na Colômbia. No ano de 1995, o poder público e a comunidade decidiram que, em 2015,  tornariam a cidade a mais inovadora da América Latina. Uma das estratégias utilizadas foi a criação de um sistema de transporte público robusto com o fim das fronteiras – tudo é conectado, o que facilita a geração de negócios.

Além dela, a espanhola Barcelona é avaliada como uma das cidades mais inovadores e bem-planejadas do mundo, uma smart city 3.0, que foca na inclusão como instrumento de transformação urbana, com foco no cidadão e maior participação popular. A mobilidade também esteve no centro das atenções. Com as superquadras, o município contou com redução da circulação excessiva de carros – problema encontrado ainda na capital catarinense.

Setor produtivo da capital catarinense em missões internacionais

O fomento à inovação não se inicia do dia para a noite, mas é um processo em constante evolução. Tendo em vista o cenário de desenvolvimento de um ecossistema de tecnologia e inovação na capital catarinense, viabilizar estratégias que possam também contribuir com a gestão pública e trazer melhorias para a população como um todo, com atenção a dores recorrentes, ainda é uma tarefa em execução.

Por isso, o setor produtivo da capital visita locais que são referência em projetos de inovação e urbanismo social. Comitiva da Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF) esteve entre as entidades brasileiras que participaram da Smart City Week – Comitiva Barcelona 2022, organizada pela Global Business, La Salle Technova Barcelona e pelo iCities, hub de negócios que representa o consórcio Fira Barcelona no Brasil, entre os 14 a 18 de novembro, em Barcelona, na Espanha, considerada a capital mundial das smart cities.

Em outubro, representantes da ACIF estiveram em Medellín, na Colômbia, participando da Missão Ecossistemas de Inovação, organizada pela Cidade Inovadora. A missão tinha como objetivo ampliar a inovação nas cidades, abrindo caminhos para a criação de novos ecossistemas por meio de estratégias de proteção, oportunidades e trocas de informações.

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Em setembro, a entidade havia participado de evento na Baviera, localizada na Alemanha, com foco em mobilidade e eletromobilidade. Na ocasião, o vice-presidente da ACIF, Mauro Poy, participou da comitiva e pôde conhecer como a Alemanha, líder da indústria automobilística, está se reposicionando nesta indústria estratégica.

Durante as visitas, os participantes tiveram a oportunidade de realizar visitas técnicas ao ecossistema local, acompanhamento com equipe especializada. As missões também promovem o networking com empresários internacionais, além de forte integração com agentes públicos, empresários e acadêmicos dessas regiões. A troca de experiências pode possibilitar a resolução de problemas para os quais a capital ainda não encontrou solução, entre eles o trânsito. O vice-presidente da Acif Mauro Poy afirma que as missões internacionais da Acif visam promover o desenvolvimento do município.

— As missões de conectam com o Pacto Floripa, que, em 2020, com apoio de várias entidades, buscaram propor alternativas para a recuperação econômica e que levassem a cidade a um patamar superior ao que estávamos no início da pandemia — explica Poy.

Além disso, o Distrito 22@ Barcelona, inspirou a entidade na criação do projeto Estreitar, uma iniciativa construída em conjunto com mais de 20 lideranças do ecossistema local, entre elas empreendedores, entidades empresariais, sociedade civil organizada, universidades e o poder público estadual e municipal. O projeto possui também com auxílio técnico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 

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A ACIF é parceira do desenvolvimento da capital catarinense. Saiba mais sobre as ações da entidade para o fortalecimento de uma cidade mais inteligente.

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