A principal suspeita para a morte da professora Juliana Bassetto, de 27 anos, após ela ter nadado em uma piscina de uma academia no Parque São Lucas, em São Paulo, no último sábado (7), é de que ela tenha sido vítima de uma intoxicação por uma mistura de produtos químicos deixada em um balde. Segundo a polícia, o responsável pela manutenção da água da piscina era o manobrista da academia. Com informações do g1.
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A suspeita da polícia é que o balde, deixado ao lado da piscina quando os alunos da academia realizavam uma aula de natação na C4 Gym, que não tinha licença de funcionamento, tenha liberado gases que provocaram intoxicações. O delegado-geral da Polícia Civil, Arthur Dian, afirmou, nesta segunda-feira (9), que ainda não há um laudo definitivo sobre a causa da morte.
— Em um primeiro momento sabemos que foi uma intoxicação por cloro misturado com algum outro produto — afirmou.
Conforme explicou o delegado Alexandre Bento, Juliana e outras oito pessoas estavam na piscina às 13h20min para a última aula de natação do dia. Foi quando o manobrista foi até a piscina e deixou um balde com uma mistura de produtos para tratar a água, que estava turva. Segundo o delegado, ele não chegou a jogar a mistura na piscina, já que estava esperando a aula acabar.
— Graças ao marido da Juliana, a vítima, que percebeu e pediu para as pessoas deixarem a piscina, outras pessoas não chegaram a falecer — afirmou.
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Ao todo, nove pessoas estavam na aula, com cinco sendo afetadas pelos gases. Um adolescente de 14 anos está internado, respirando com ajuda de aparelhos. Segundo o delegado, a academia também tinha instalações elétricas precárias.
A academia C4 Gym afirmou, pelas redes sociais, que está acompanhando “de perto o estado de saúde dos demais alunos afetados e também prestando todo o apoio possível”.
“Gostaríamos de esclarecer que, assim que tomamos conhecimento do ocorrido, interrompemos imediatamente as atividades da piscina, acionamos o socorro e seguimos todas as orientações das autoridades competentes. Estamos conduzindo uma rigorosa apuração interna e também colaborando com as autoridades competentes e com a investigação. Reforçamos nosso compromisso com a transparência junto aos nossos clientes, colaboradores, parceiros e autoridades”, afirmou, em nota.
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Quem era Juliana Bassetto
Juliana era professora e integrava a comunidade espírita. Ela era casada com Vinícius de Oliveira, de 31 anos, que também participava da aula. No velório, que aconteceu nesta segunda-feira, em São Paulo, familiares afirmaram à TV Globo que o casal havia se casado em dezembro de 2024, tinham acabado de comprar um apartamento e faziam planos para ter filhos.
O que aconteceu?
Juliana e Vinícius estavam na aula quando sentiram um forte cheiro e gosto anormal na água. Depois de se sentirem mal, eles relataram a situação ao professor de natação. Todos os alunos saíram do local.
O casal foi até o Hospital Santa Helena, em Santo André, para buscar atendimento médico. Juliana, então, teve uma parada cardíaca, não resistiu e morreu. Vinícius continua internado em estado grave.
Para realizar a perícia no local, os peritos precisaram entrar na academia com máscara, cilindro de oxigênio e acompanhados por bombeiros.
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