Monge que fincava cruzes tem estátua em cidade de SC com história ligada a guerras

Nome foi inspirado pela atuação dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira que lutaram na Batalha de Monte Castello

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Atualmente, cidade tem 7.736 moradores (Foto: Prefeitura de Monte Castelo, Divulgação)

Em meio a araucárias, uma pequena cidade catarinense se destaca por sua beleza e história. Monte Castelo é conhecida por sua grande área verde e rural, que sustenta muitas famílias no Planalto Norte do Estado, mas também “esconde” crenças e curiosidades ao longo do tempo.

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A trajetória de Monte Castelo começou antes de sua fundação oficial. Inicialmente, a área da cidade pertencia ao estado do Paraná. Somente em 1917, com o Acordo de Limites entre os estados de Santa Catarina e Paraná, que a região passou a fazer parte do território catarinense, além dos municípios de Mafra e Porto União.

O povoado ficou conhecido como Rio das Antas e integrou por muitos anos o município de Canoinhas, até a emancipação de Papanduva, em 1953, quando passou a fazer parte do novo município. Já em 1958, foi criado oficialmente o Distrito de Rio das Antas por meio da Resolução nº 48/58 da Câmara de Papanduva.

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Entretanto, conforme registros da prefeitura municipal, já existia uma localidade com o mesmo nome em Videira. Por isso, foi necessário mudar o nome do, então, Rio das Antas.

Homenagem à vitória na Segunda Guerra Mundial

O nome de Monte Castelo foi inspirado pela atuação dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que lutaram na Batalha de Monte Castello, na Itália de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.

A batalha de Monte Castelo durou meses e, após quatro tentativas, a tropa brasileira conquistou o Monte Castello em 21 de fevereiro de 1945. Foram mais de 11 horas de embate contra as tropas alemãs, o que causou a morte de 103 brasileiros na última investida, do total de 478 no conflito.

A emancipação distrital ocorreu em 12 de dezembro de 1958, mas a instalação do distrito ocorreu apenas em março de 1959. Três anos depois, Monte Castelo foi elevado à categoria de município, no dia 15 de maio de 1962.

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Monge João Maria

Historicamente, há relatos de que um monge andava pela região ainda quando era conhecida como Rio das Antas. João Maria Agostinho é uma figura histórica e folclórica que faz parte da memória da Guerra do Contestado e do tropeirismo local. Relatos dizem que ele fazia profecias e realizava curas com o uso de ervas medicinais.

Em cada localidade por onde passava, costumava fincar uma cruz. Essa prática também teria ocorrido em Monte Castelo, por isso é mantido até os dias atuais um monumento em homenagem ao monge João Maria de Agostinho em uma praça entre as ruas Quinze de Novembro e João Maria Pereira, no Centro da cidade.

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Como é a cidade

Desde a emancipação, Monte Castelo construiu uma história marcada pela forte atuação na agricultura, silvicultura e agroindústria. E isso reflete o que os primeiros colonizadores, que vinham do Paraná e de outras regiões de Santa Catarina, buscavam na cidade: terras mais férteis e propícias à agricultura.

Atualmente, Monte Castelo tem 7.736 habitantes, de acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE). Conforme o levantamento, os nomes mais comuns na cidade são Maria e João, além do sobrenome mais recorrente ser Santos.

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O território de Monte Castelo tem 560,743 quilômetros quadrados e é majoritariamente rural, sendo apenas 4,26 quilômetros quadrados de área urbanizada.

Em 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita era de R$ 36.964,72 na cidade. Em comparação com os municípios do Estado, Monte Castelo ficou na posição 520 de 295. Já o percentual de receitas externas, em 2024, era de 82,55%, o que colocava a cidade na posição 157 de 295.