Capturado pelo governo dos Estados Unidos e levado para o país norte-americano, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou na noite deste sábado (3) a uma base aérea no estado de Nova Iorque. Inicialmente, Maduro foi levado a uma unidade do Departamento de Repressão às Drogas (DEA, na sigla em inglês). Logo em seguida, no entanto, ele foi levado à prisão onde deve permanecer detido enquanto aguarda o andamento das acusações contra ele no país: o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, na cidade de Nova Iorque. O comboio que levava Maduro à unidade prisional chegou ao local por volta das 22h50min deste sábado, no horário de Brasília.
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A unidade é a única prisão federal da cidade e é conhecida por ter recebido outros presos famosos, incluindo conhecidos dos brasileiros. O Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn tem atualmente 1.336 pessoas presas, em geral presos provisórios ou condenados que são considerados de alta periculosidade. A unidade é conhecida por rigor nas regras de segurança e por situações precárias na custódia dos presos.
Em 2019, um incêndio elétrico causou um apagão na unidade no auge do inverno, provocando consequências com o frio. As celas têm monitoramento 24 horas por dia e as visitas são submetidas a critérios rigorosos.
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Entre presos famosos que já foram detidos na unidade estão o ex-chefe de cartel de drogas Joaquín “El Chapo” Guzmán, o rapper P.Diddy, condenado por transporte de mulheres para fins de prostituição, e o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, enquanto respondia por corrupção nos Estados Unidos.
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O futuro de Maduro
Maduro deve ser mantido preso de forma provisória enquanto aguarda por julgamento de processos da Justiça norte-americana, por acusações de crimes ligados a narcoterrorismo. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu interinamente e discursou neste sábado cobrando a libertação de Maduro, que seria o “único presidente da Venezuela”. Apesar disso, Trump já deu entrevista afirmando que os Estados Unidos vão administrar a Venezuela até que seja possível a transição, por um período com tempo indeterminado. Os EUA também devem explorar o petróleo do país sul-americano.
O líder norte-americano também descartou a possibilidade de um governo a partir da oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz do ano passado. Trump afirmou que ela não teria “apoio e respeito” suficientes do povo venezuelano para governar.







