publicidade

Abastecimento

Moradores de Florianópolis usam baldes para buscar água em ruas sem abastecimento

Casan diz estar fazendo manobras para redirecionar a água para as regiões mais necessitadas. Moradores de pontas de rede relatam desabastecimento por dias

13/08/2019 - 14h25 - Atualizada em: 13/08/2019 - 14h32

Compartilhe

Lucas
Por Lucas Paraizo
(Foto: )

Os problemas no abastecimento de água na Grande Florianópolis seguem desde o mês passado e, segundo a Casan, serão resolvidos somente em caso de chuva significativa ou em 15 dias, quando a companhia terá instalado três novas bombas no Rio Cubatão — o que irá dar vazão suficiente para suprir a falta de água atual na região. Enquanto isso, moradores das áreas afetadas convivem com a rotina de abastecimento intermitente, com algumas horas de água na rede por dia. Alguns moradores relatam até situações mais complicadas, de dias sem um pingo de água na torneira.

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira de manhã, a Casan esclareceu que as regiões mais afetadas pela falta de água são os bairros que ficam em locais altos e pontas de redes em Barreiros, Serraria, Potecas, Picadas Sul e Forquilhinha, em São José; Três Riachos, Vendaval, Boa Vista e Saudade, em Biguaçu, e Monte Cristo e Jardim Atlântico no continente de Florianópolis. Na Ilha as partes mais altas dos bairros Pantanal, Itacorubi, Córrego Grande, Trindade e Serrinha também podem sofrer desabastecimento temporário.

Através de manobras na rede — desviando água de partes em situação normal para as áreas necessitadas — a Casan diz tentar que nenhum morador fique mais de 24 horas sem abastecimento. No entanto, a situação em ruas mais altas no fim das redes tem sido mais difícil. Morador da Rua Capitão Américo, no Córrego Grande, Anderson Cristiano Silva diz que há 10 dias não tem água em casa.

— Os prédios no começo da rua até recebem água em alguns momentos nos últimos dias, mas ela não chega até o fim da rua. Todo dia a gente desce buscar para encher a caixa de água aqui de casa — conta o homem de 41 anos que precisou interromper a obra da casa em que mora por conta da falta de água.

A situação é compartilhada pela família de Anderson e os moradores de ao menos outras 20 casas no fim da rua. Para esse tipo de situação, a Casan afirma que tem feito a divisão da água e, nos condomínios, envia caminhões-pipa para abastecer as cisternas, assim a água que chega na rede consegue seguir pelas casas sem ser consumida por inteiro nos primeiros prédios.

Deixe seu comentário:

publicidade