A moradora de Balneário Camboriú condenada por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 teve a liberdade concedida pelo Ministro Alexandre de Moraes na semana retrasada. Cristiane da Silva, de 33 anos, foi presa no Ceará em maio, quando foi deportada dos Estados Unidos ao tentar entrar ilegalmente no país, supostamente para escapar da Justiça do Brasil.

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A garçonete já está em Balneário Camboriú, de onde não pode sair até maio do ano que vem. Além disso, terá de cumprir 225 horas de trabalho comunitário, fazer um curso sobre democracia, manter-se longe das redes sociais e pagar uma multa de R$ 13 mil.

Depois da denúncia pela participação nos atos de 8 de janeiro, a moradora aguardava em liberdade o julgamento, mas tinha a obrigação de usar a tornozeleira eletrônica. Porém, antes de o processo chegar ao fim no tribunal, ela rompeu o dispositivo e fugiu para a Argentina com outros manifestantes em junho de 2024. Moraes, então, decretou a prisão preventiva da mulher, que foi cumprida quando a polícia americana a enviou ao Brasil no dia 24 de maio deste ano.

Cristiane foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a um ano de prisão por associação criminosa e incitação ao crime. A pena, então, foi convertida em prestação de serviço comunitário e outras obrigatoriedades, elencou o UOL.

A defesa da moradora de Balneário Camboriú alega que a mulher não teve participação nos atos antidemocráticos. Diz que a Cristiane foi apenas passear em Brasília e pagou R$ 500 de passagens para pegar uma carona com os militantes.

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