A Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF) se pronunciou, em novo do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, sobre as mensagens atribuídas ao ministro e ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a nota, divulgada na íntegra pelo Estadão, as mensagens “não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”.

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De acordo com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Daniel Vorcaro teria trocado mensagens com o ministro no dia em que foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025. Segundo a Polícia Federal (PF), o dono do Banco Master escreveu para o ministro em um aplicativo de mensagens: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.

Moraes teria respondido Vorcaro em três mensagens de visualização única, do tipo que se apagam quando o destinatário lê, segundo a jornalista. De acordo com a nota, no conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas “a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”.

Ainda de acordo com a nota, a mensagem e o contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints sendo, neste caso, Vorcaro. “Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”, afirma a nota.

A nota ainda cita o sigilo decretado pelo ministro André Mendonça como justificativa para a não divulgação dos nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos.

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Quem é Daniel Vorcaro

Entenda

Moraes e o dono do Banco Master também teriam trocado mensagens no dia 1º de outubro de 2025, mas não se sabe o teor do conteúdo. Isso porque o banqueiro e ministro apagavam as mensagens ou enviavam com visualização única. Os investigadores também afirmam que houve telefonemas entre eles.

Mais cedo, em nota enviada ao jornal O Globo, o ministro do STF negou a troca de mensagens com Vorcaro. “O Ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”. A defesa de Vorcaro preferiu não comentar o assunto.

Segundo a PF, no dia em que Vorcaro enviou as mensagens a Moraes, ele já tinha conhecimento do inquérito que apurava a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao banco estatal de Brasília, o BRB, e que levaria à sua prisão e à liquidação do Master.

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Leia a nota na íntegra

A Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal, por solicitação do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, informa:

Análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos.

No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes

A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes.

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Os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos não serão mencionados na presente nota em virtude do sigilo decretado pelo Ministro André Mendonça, mas constam no arquivo que a CPMI do INSS disponibilizou para toda a imprensa.