nsc
    an

    luto nas artes

    Morre a ceramista Heloisa Steffen, em Joinville

    Ela coordenou as intervenções artísticas que cobriram as fachadas da prefeitura e do Hospital São José de rosas de cerâmica em alusão ao Outubro Rosa nos últimos anos

    31/07/2020 - 16h49 - Atualizada em: 31/07/2020 - 18h40

    Compartilhe

    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    foto mostra a artista Heloisa Steffen em sua primeira exposição individual
    Heloísa realizou sua primeira exposição individual em 2016
    (Foto: )

    A ceramista Heloisa Steffen faleceu nesta quinta-feira (30), em Joinville. Ela era professora da Casa da Cultura Fausto Rocha Júnior e artista responsável pelos paineis cerâmicos do Hospital Municipal São José, do PA Sul e do PAM Bucarein. 

    Também realizou as intervenções artísticas com flores feitas em cerâmica na Prefeitura de Joinville e no Hospital São José nos últimos anos, em alusão ao Outubro Rosa, mês de conscientização sobre a saúde da mulher e o câncer de mama. Ela enfrentava um novo tratamento contra o câncer. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Joinville às 17 horas.

    >Escorpião-amarelo é encontrado em 18 bairros de Joinville

    Heloisa tinha 53 anos. Nascida em Joinville, ela estudou artes visuais na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e retonou para a cidade natal aos 23 anos. Tornou-se professora de cerâmica na Escola de Artes Fritz Alt, da Casa da Cultura, e dedicou-se a formar novos ceramistas por três décadas, enquanto "deixava adormecida a artista".

    A experiência de descobrir um câncer de mama e passar pelo tratamento aos 47 anos a levou a olhar para o mundo de outra forma e fez nascer as obras da primeira exposição individual, "Sozinhas Somos Pétalas, Unidas Somos Rosas", em 2016. Ela apresentava um conjunto de dorsos que representavam os sentimentos de cada etapa do câncer de mama, em uma metamorfose até o momento do nascimento de flores que cobriam o seio reconstruído.

    — Quando falamos de câncer de mama, é sempre com uma carga muito pesada, e eu queria chamar a atenção para a doença, para a importância do diagnóstico, sem um impacto negativo. Desmistificá-la, para mostrar que a cura pode ser um renascimento — contou Heloisa ao "A Notícia" na época da abertura da exposição

    Nos anos seguintes, ela coordenou ações que levaram flores de cerâmica para cobrirem a fachada da Casa da Cultura, da prefeitura e do São José no mês de outubro. Cerca de 100 rosas feitas de argila e pintadas com a cor do tema, produzidas pelas alunas de Heloisa, enfeitavam os pontos públicos de Joinville. 

    foto mostra as flores de cerâmica no hospital são josé, em 2018
    Em 2018, Heloisa e suas alunas produziram cerca de 100 flores de cerâmica para instalação no Hospital São José
    (Foto: )

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Cotidiano

    Colunistas