O professor de física Fernando Claudio Guesser morreu nesta segunda-feira (15), aos 46 anos, após sofrer um infarto em Joinville. A vítima trabalhava desde 2011 no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Apesar do socorro dos bombeiros, o profissional não resistiu.
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O Corpo de Bombeiros Voluntários foi acionado por volta das 9h25min para atender a ocorrência na Estrada Lagoinha, no bairro Morro do Meio. Mesmo após atendimento dos socorristas, a morte de Fernando foi confirmada pela equipe de emergência
Veja fotos do professor que morreu em Joinville
Comoção na comunidade acadêmica
O IFSC Joinville comunicou o falecimento de Fernando por meio de uma nota de pesar. Em luto, o instituto decretou a suspensão das aulas e atividades administrativas das 12h30min desta segunda-feira até as 12h30min de terça-feira (16).
“Sua contribuição para a educação permanecerá viva em cada aprendizado compartilhado e em cada vida que ajudou a transformar”, afirmou a administração do IFSC.
Nas redes sociais, alunos, colegas e amigos lamentaram a morte repentina de Fernando. “Excepcional no que fazia, nunca vi nele nada além do modelo de um professor perfeito. Nunca vi ele ficar com raiva, nunca vi ele levantar a voz pra alguém, e mesmo quando até os experimentos estavam fazendo de tudo pra atrapalhar a aula dele, ele explicava direitinho e dava um jeito de mostrar funcionando. Um professor desse porte não se tinha em todas as disciplinas, e ele vai deixar uma lacuna especial na de física agora. Sempre iremos lembrar dele”, escreveu uma pessoa.
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Trajetória do professor de física
Formado em Física pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2006) e mestre em Física pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2008), professor Fernando ingressou como docente de Física no IFSC em 21 de janeiro de 2011. Desde então, trabalhava com os cursos técnicos integrados em Mecânica e em Eletroeletrônica e superiores de Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica.
Entre os projetos de ensino e extensão, dedicava-se à organização da Feira de Ciências durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), articulação da participação de estudantes do câmpus na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astrofísica (OBA) e na propagação da ciência espacial.
O último grande projeto em que trabalhou foi a maquete do sistema solar instalada na biblioteca, pelo projeto “Explorando o Cosmos: construindo conhecimento na Biblioteca do IFSC”, inaugurado em dezembro do ano passado.
Neste ano, foi um dos consultores para o IFSC Verifica sobre “O que a Lua tem a oferecer? Dez utilidades da exploração lunar”.
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*Sob supervisão de Leandro Ferreira





