A taxa de mortalidade infantil, que indica o número de mortes de crianças com menos de um ano, recuou para 12,3 a cada mil crianças nascidas, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta sexta-feira (28). Os dados são referentes a 2024.

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Os números representam uma melhora em comparação com o ano anterior, quando 12,5 crianças eram vítimas a cada mil nascimentos. A evolução é ainda maior quando comparada à década de 1940, quando o número de crianças mortas era de 146,6.

Para o IBGE, a queda está associada às campanhas de vacinação em massa, à atenção pré-natal e aos programas de nutrição infantil. Outros fatores, como aumento de renda e acesso a serviços de saneamento básico, também atuaram na melhora do índice.

Tabela mostra evolução na mortalidade infantil no Brasil

Tábuas de Mortalidade

Os dados são das Tábuas de Mortalidade de 2024, divulgadas pelo IBGE. O levantamento indica que a expectativa de vida da população brasileira chegou aos 76,6 anos, crescendo 2,5 meses em relação ao ano anterior. Além da mortalidade infantil, a pesquisa ainda mostra dados de:

  • Sobremortalidade masculina
  • Esperança de vida dos idosos

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Para o IBGE, a pandemia de Covid-19 provocou a elevação do número de mortes no Brasil e no mundo. No entanto, a partir de 2022, os dados voltaram a apresentar melhoras.

Florianópolis tem a 5ª maior expectativa de vida

A cidade de Florianópolis aparece em 5º lugar em um ranking que retrata a expectativa de vida média entre as capitais brasileiras. O levantamento feito pelo Instituto Cidades Sustentáveis, que analisou dados do Sistema Único de Saúde (SUS), mostrou que os moradores da cidade vivem em média 70 anos. Os dados são referentes a 2024, mesmo ano do levantamento do IBGE.

A análise feita pelo órgão comparou quarenta indicadores em uma Mapa das Desigualdades, relativos aos objetivos de desenvolvimento sustentável, estabelecidos pelas Nações Unidas. O índice de idade média ao morrer é uma forma de sintetizar os diversos indicadores e temas analisados, afirmam os responsáveis pelo estudo.

A capital catarinense aparece em 5º lugar, atrás de Belo Horizonte (MG), com expectativa de vida de 72 anos, Porto Alegre (RS), também com 72 anos, Rio de Janeiro (RJ), que tem expectativa de vida de 71 anos e Curitiba (PR), que empata com a idade média ao morrer de 70 anos.

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*Sob supervisão de Luana Amorim