A morte da estudante de medicina catarinense Julia Vitoria Sobierai Cardoso, de 23 anos, em Ciudad del Este, no Paraguai, completou um mês no dia 24 de maio. No entanto, a denúncia do principal suspeito do crime, ex-namorado da vítima, o estudante Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos, ainda não foi enviada pelo Ministério Público paraguaio ao Brasil. A informação foi concedida pelo advogado de Vitor, José Berilo de Freitas Leite Filho, ao NSC Total.

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Vitor foi preso 10 dias depois do crime depois de se entregar na Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), em São Luís, no Maranhão. A prisão aconteceu depois que o  Ministério Público do Paraguai emitiu uma ordem de captura internacional contra Vitor e um protocolo de prisão nacional no Paraguai contra ele por feminicídio.

Conforme a defesa, Vitor permanece preso, mas aguarda a formalização da denúncia, o que deve acontecer “em breve”. Um pedido já foi feito pela Polícia Civil de Maranhão para a conversão da prisão temporária em preventiva.

O processo segue em segredo de Justiça. O NSC Total entrou em contato com o Ministério Público do Paraguai, mas não obteve respostas até a publicação desta matéria.

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Estudante de medicina foi estrangulada

Apesar da denúncia ainda não ter chegado ao Brasil, o MP paraguaio denunciou Vitor por feminicídio no dia 27 de abril. Segundo o documento, a catarinense, natural de Chapecó, foi estrangulada e sofreu pelo menos 58 ferimentos com um objeto semelhante a uma tesoura, além de sete ferimentos maiores, com golpes de faca. O exame físico também indicou que a vítima teve múltiplas contusões.

Julia foi assassinada dentro do prédio onde morava, na Avenida Capitán del Puerto, no bairro Obrero, em Ciudad del Este. Conforme a denúncia, a jovem estava sozinha no imóvel quando o suspeito entrou no local e a atacou. Depois de ter cometido o crime, ele ainda teria permanecido no local por horas antes de fugir, levando o celular da vítima.

Quem a encontrou foi uma amiga com quem ela dividia o apartamento no Paraguai. Antes de mudar para o país vizinho para estudar, Julia morava em Navegantes, em Santa Catarina.

Julia e Vitor mantiveram um relacionamento por cerca de cinco meses. Contudo, Vitor tentava se reaproximar da vítima. Ele também estudava Medicina no Paraguai, e dividia apartamento com dois irmãos.

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Como denunciar (Arte: Ben Ami Scopinho, NSC Total)