A Justiça de São Paulo determinou que a polícia volte a investigar a morte de Paulo Cezar Goulart, também conhecido como PC Siqueira, dois anos após o caso. A reabertura do inquérito foi motivada a pedido do Ministério Público (MP), que não concordou com a conclusão da causa da morte do influenciador como suicídio. Com informações do g1.
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A reconstituição da morte de PC Siqueira está marcada para às 10h30min desta terça-feira (20). A Polícia Civil irá apurar outras linhas de investigação, como eventual instigação ao suicídio ou até mesmo homicídio. Pessoas que conheciam o influencer poderão ser investigadas.
O influenciador foi encontrado morto aos 37 anos, em 27 de dezembro de 2023, no apartamento onde morava na Zona Sul de São Paulo. Conforme a Polícia Técnico-Científica, ele se matou na frente da ex-namorada. Ouvida como testemunha, ela contou à Polícia Civil que tentou salvá-lo, mas não conseguiu.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a morte de PC foi por “asfixia mecânica por enforcamento”. Também foram encontrados traços de cocaína e medicamentos no organismo dele, mas, segundo os peritos, não causaram a morte do influenciador.
O inquérito do caso foi concluído em outubro de 2025 pelo 11º Distrito Policial (DP), Santo Amaro, mantendo a versão de suicídio apresentada pela perícia.
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Relembre a morte de PC Siqueira
Família de PC Siqueira contesta resultado dos laudos
Advogados da família de PC contestaram os resultados dos laudos e alegaram ter ocorrido falhas da perícia ao não analisar outros elementos na casa e problemas na apuração, que deixou de ouvir ao menos uma testemunha indicada por eles.
Por isso, o Ministério Público optou por não requerer o arquivamento do inquérito, procedimento comum em casos de morte classificados como suicídio. A promotoria apontou contradições e dúvidas em depoimentos e laudos. O MP pede que testemunhas sejam ouvidas novamente e que novas perícias sejam feitas.
Entre as diligências que terão de ser feitas pela polícia estão a reconstituição do caso no edifício em que o influenciador morava. Pessoas que tiveram contato com o influenciador horas antes da morte dele foram intimidas pela polícia. A ideia é a de que contem aos peritos suas versões para que eles reproduzam o que pode ter ocorrido no dia. A presença delas é obrigatória, exceto se apresentarem algum motivo que as impeça de participar.
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Para os advogados da família de PC Siqueira, a hipótese de suicídio não pode ser tratada como definitiva neste estágio da apuração. Eles pedem para ser apurado também se alguém tentou instigá-lo a se matar ou o matou. Pedem, ainda, que a polícia investigue pessoas que conheciam o influencer, entre elas a ex.
“Hoje, a gente trabalha com dois caminhos: ou o suicídio, o ato contra a própria vida, efetivado pelo próprio PC, ou uma possível instigação ao suicídio também. Se subdivide em dois caminhos. E a nossa outra alternativa, que cuidaria especificamente do assassinato, figurando, simulando um suicídio”, disse o advogado Caio Muniz.






