Os três funcionários presos após lançarem a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Cordeirópolis, São Paulo, em um salto de rope jump sem corda de proteção, estão em “estado de choque”. É o que afirma o advogado dos instrutores, Rafael Gomes dos Santos. Em depoimento obtido pelo Fantástico, o trio diz não se lembrar se verificaram a corda antes de lançar a jovem.

Continua depois da publicidade

O salto de mais de 40 metros de altura que acabou na morte da jovem aconteceu no sábado (13). Os três funcionários presos foram os responsáveis por erguer a jovem e a lançar na Ponte do Esqueleto. Imagens gravadas e divulgadas nas redes sociais mostram que Maria Eduarda estava sem a corda conectada ao corpo.

Um dos presos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, afirmou que a equipe não tinha uma divisão fixa de funções para verificar os equipamentos.

— Às vezes a gente tipo assim não coloca, outro confere, outro confere, outro coloca. Às vezes um faz, o outro vem, vê se tá certo. Era mais ou menos isso — afirmou.

No entanto, quando foi perguntado se ele era o responsável pela instalação do equipamento de segurança e da fiscalização final antes do salto da jovem, ele afirmou que não se lembrava. Maicon Fernandes Cintra, outro preso, também disse que participava da checagem dos equipamentos, mas que não se lembrava de ter conferido a corda da jovem.

Continua depois da publicidade

O que é o rope jump

O rope jump é uma modalidade de salto em altura na qual a pessoa se lança de uma plataforma, ponte ou estrutura elevada presa a um sistema de cordas e equipamentos de segurança. Diferentemente do bungee jump, em que a corda elástica fica conectada ao praticante durante toda a queda, o rope jump utiliza cordas de escalada e técnicas específicas para controlar o movimento e amortecer a queda.

Veja o vídeo do momento em que a jovem é lançada

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que funcionários carregam a jovem até a plataforma. Em seguida, ela é lançada e, poucos segundos depois, é possível ouvir pessoas gritando frases como “a corda” e “gente, a corda”.

Câmera que registrou salto desapareceu

A polícia investiga o desaparecimento de uma câmera que estaria com a jovem no momento do salto. O equipamento ainda não foi encontrado.

Continua depois da publicidade

Maria Eduarda teve o corpo sepultado no domingo (14), em Jandira, na Grande São Paulo.