Éric Daniel dos Santos da Silva, de 35 anos, morto após ser baleado por agentes da Polícia Militar (PM) no bairro Costeira, no Sul da Ilha, em Florianópolis, na terça-feira (7), era pai de duas crianças e atou como massagista no Avaí Futebol Clube por mais de um ano. O homem, natural do Mato Grosso do Sul, saiu do clube recentemente e foi contratado para atuar em uma academia da Capital há uma semana, antes de ser morto em uma ação da polícia.

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Segundo fontes próximas a Éric, ouvidas pelo NSC Total e que não terão a identidade divulgada, o massagista era uma pessoa tranquila, comunicativa e “gente boa”. Ele era morador do bairro Carianos, também no Sul da Capital.

— Um cara comunicativo gente boa, que tinha dois filhos. Desde sempre uma pessoa tranquila assim. Nunca soube de nada se ele teve envolvimento com coisas erradas. Tava aí, tomava sua cerveja, tinha uma vida normal, mas nunca vi nada assim muito fora do normal relatou uma das fontes.

Ainda conforme uma das pessoas, que não terá a identidade divulgada, o massagista foi casado duas vezes e era pai de duas crianças de 4 e 9 anos, respectivamente. Antes de entrar para o Avaí, ele tinha uma empresa de massoterapia no Campeche, no Sul da Capital:

— Ele era separado e os dois filhos são de mulheres diferentes. Ele tinha um negócio no Campeche com a última esposa. Eles tinham uma sala lá que eles atendiam, massoterapia, mas não sei há quanto tempo que eles encerraram essa atividade. Eu acho que após isso que ele foi para o Avaí.

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Éric, conforme a fonte, trabalhou na academia do Sul da Capital até as 21h30min de terça-feira. Segundo a Polícia Militar (PM), ele morreu por volta de 23h20min do mesmo dia, durante uma abordagem na região da Costeira.

Ao NSC Total, o Avaí informou que não vai se manifestar sobre o caso.

Quem era Éric Daniel

PM diz que morte ocorreu em confronto

De acordo com a PM, a morte ocorreu em confronto, durante ações de policiamento ostensivo de combate ao tráfico de drogas na região da Travessa Aurino Marques da Silva. “Durante a intervenção, um indivíduo atentou contra os policiais utilizando arma de fogo, os quais reagiram em legítima defesa“, diz a PM.

Ainda conforme a corporação, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Com ele, ainda de acordo com a PM, os agentes apreenderam mais uma arma de fogo porções de maconha, cocaína, skunk, crack e haxixe.

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As contradições da ocorrência

Em um primeiro momento, a PM informou que Éric tinha passagens pela polícia. No entanto, nesta sexta-feira (10), a corporação corrigiu a informação, alegando que o massagista não tinha passagens no Estado.

Outro fato corrigido pela polícia foi da suposta arma que eles alegam que estava com o massagista. No primeiro boletim no qual o NSC Total teve acesso, a corporação dizia que se tratava de uma “arma de cano longo”. Porém, depois, a polícia disse que, na verdade, era uma pistola.

Ao NSC Total, a PM informou que abriu um inquérito na corregedoria para investigar a ação policial no caso. A corporação também destacou que o massagista foi localizado com uma pistola calibre nove milímetros e com carregador sobressalente.

Duas mortes em confronto em 24 horas

Esta foi a segunda morte em 24 horas em Florianópolis nesta semana. Na terça-feira, outro homem morreu em confronto com a PM em Florianópolis, na comunidade do Siri. Na mesma ação, outro homem ficou ferido e foi encaminhado em estado grave ao hospital.

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Segundo a PM, equipes foram até a comunidade após receberem informações de que homens armados estavam na região e pretendiam executar um indivíduo. Ainda conforme a PM, o homem morto no confronto teria mandado de prisão ativo por roubo, além de uma vasta ficha criminal com condenação de 23 anos.