A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o asassinato cruel de um adolescente de 15 anos na pequena Cunha Porã, no Oeste de Santa Catarina, e revelou o motivo por trás da brutalidade. O garoto foi morto no Réveillon e decapitado. Os autores chegaram a filmar o cadáver e a “jogar futebol” com a cabeça, que foi encontrada a cerca de 100 metros do corpo.
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Por trás do crime bárbaro, o motivo: o rapaz teria chamado um dos suspeitos de “talarico”, pois ele flertou com uma mulher comprometida, contou o delegado Éder Matte:
— Por essa razão fizeram isso com o adoelscente —.
Dois dos envolvidos são cunhados e moravam juntos. Foi na casa deles, em uma visita, que o adolescente fez o comentário e uma discussão ocorreu. Os assassinos têm 21, 23, 27 e 30 anos e um deles já possuía uma tornozeleira eletrônica por conta de outro delito.
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Os quatro foram presos no começo de janeiro depois de uma operação localizar a vítima enterrada em uma área de mata. Como ele não voltou para a casa no 1º dia do ano após a queima de fogos de artifício, a família registrou o desaparecimento.
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No dia 2 de janeiro, após diligências iniciais, equipes policiais localizaram o corpo com sinais de extrema violência. No dia seguinte, uma força-tarefa entre Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Científica e Corpo de Bombeiros Militar encontrou a cabeça.
Na mesma data, os quatro foram detidos. No decorrer da investigação, ficaram nítidos a extrema brutalidade e o desprezo pela vida do garoto demonstrados pelos autores, havendo relatos testemunhais de que, após o homicídio e a decapitação da vítima, os investigados teriam gravado vídeos exibindo a cabeça de forma zombeteira, bem como praticado outros atos de desrespeito ao cadáver.
Por isso, eles foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, vilipêndio de cadáver e ocultação de cadáver. Se condenados, podem pegar mais de 35 anos de reclusão. O grupo permanece no Presídio Regional de Maravilha.







