A Polícia Civil investiga um esquema de falsificação de documentos públicos para credenciar motoristas de aplicativo em Navegantes. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta terça-feira (27) em Camboriú. Foram apreendidos dispositivos eletrônicos e de telefonia, como computadores e celulares, que passarão por uma perícia enquanto a investigação segue em andamento.

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As investigações começaram no fim de dezembro do ano passado quando a Fundação Municipal de Vigilância e Trânsito (Navetran) levantou a suspeita. Uma mulher, que atuava como despachante, era contratada apenas para reunir as certidões negativas de débito do município falsificadas e encaminhar os documentos aos respectivos motoristas.

Esses papéis eram adulterados com técnicas de edição e usados para credenciar motoristas de aplicativos ilegalmente. A polícia ainda apura o quanto era cobrado dos condutores para que esse serviço ilegal fosse feito e quem, de fato, está por trás da falsificação.

Oito motoristas que teriam usado os documentos falsos foram identificados pela polícia até o momento, mas ainda há mais uma série de outros suspeitos que estão sob análise. A identidade dos envolvidos não foi divulgada. Além de causar transtornos, essa prática também teria atrasado o cronograma para a regularização de todos os motoristas e veículos, conforme explicou a polícia. O caso segue sob investigação.

Os motoristas de aplicativo devem obrigatoriamente se cadastrar na Navetran para atuar em Navegantes, mas o credenciamento é gratuito. O objetivo é regulamentar oficialmente o transporte por aplicativo no município. Além desse cadastro, outras exigências para os condutores nesta legislação pedem CNH com a observação de Exerce Atividade Remunerada (EAR), certidões negativas, inscrição no INSS, comprovação de vínculo com uma plataforma de mobilidade autorizada e Cadastro Municipal de Veículo de Aplicativo (CMVAPP). A fundação afirma que conduzir sem essa regularização é transporte clandestino.

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