nsc
nsc

Setembro Amarelo

Movimento “Falar Inspira a Vida” quer mudar tom da conversa sobre depressão

Iniciativa da Janssen Brasil busca promover uma sociedade mais acolhedora

29/09/2020 - 14h38 - Atualizada em: 29/09/2020 - 14h40

Compartilhe

Estúdio
Por Estúdio NSC
Movimento “Falar Inspira a Vida” quer mudar tom da conversa sobre depressão
(Foto: )

O Setembro Amarelo é o mês em que lembramos que a vida importa sim, que a depressão é coisa séria e que procurar auxílio não tem nada a ver com fraqueza ou frescura — e ainda pode fazer toda a diferença para quem precisa. Mas a verdade é que um assunto tão importante quanto a prevenção ao suicídio não deve ser destacado apenas durante um mês, e sim o ano todo. Com essa proposta, a Janssen Brasil, farmacêutica da J&J, lançou o Movimento “Falar Inspira a Vida”. A ideia é incentivar as conversas sobre depressão e a procura por ajuda especializada.

Criado com o objetivo de requalificar, por meio do conhecimento, as conversas sobre o tema, o movimento busca proporcionar um ambiente mais favorável para quem precisa de acolhimento. Trata-se de uma mudança no tom da conversa, a partir do entendimento correto da depressão, proporcionando uma sociedade esteja mais preparada para interagir com pessoas que podem estar com essa enfermidade.

O grupo acredita que superar a barreira do desconhecimento e quebrar o estigma é o primeiro passo para que a distância entre os sintomas da depressão e o diagnóstico feito por especialistas possa ser encurtada.

● Baixe o Guia e veja como o diálogo sobre saúde mental pode ser mais acolhedor.

Ajuda qualificada

Sabendo dos desafios desse cenário, o movimento desenvolveu um guia como uma ferramenta inédita para explicar como falar da maneira mais adequada sobre o assunto, promovendo uma escuta acolhedora. Além de exemplos, são sugeridas maneiras de mudar a forma de falar sobre depressão, acolher quem precisa e engajar na busca por ajuda médica.

Em um convite à reflexão, o guia busca o despertar de uma sociedade mais acolhedora para quem tem transtorno mental e aborda como a depressão (e as questões de saúde mental em geral) é cheia de nuances.

Veja alguns dos verbetes comuns e como mudar o tom das conversas, segundo o material:

1. “Você vai ficar o dia todo nesse quarto? Tem que levantar da cama”

O que acolhe: Percebi que não está bem hoje. Vamos lá, eu vou te ajudar. Você pode não acreditar agora, mas a maneira como você se sente vai melhorar.

2. “Você é um ingrato em falar de suicídio. Tem tanta gente com problemas mais graves que o seu”.

O que acolhe: “Você está vivendo um momento muito difícil, né? Não consigo nem imaginar o que você está sentindo. Quer falar sobre isso?”

3. “Pobre não tem depressão. Precisa trabalhar, não tem tempo para esse tipo de frescura não”

O que acolhe: Não se culpe por se sentir assim. A depressão não escolhe classe social e é um mito achar que só os mais ricos passam por isso.

4. “Nossa, nunca imaginei. Você não parece ter depressão”

O que acolhe: Pensando que a pessoa está se abrindo com você sobre o diagnóstico de depressão, mostre-se interessado e escute o que ela tem a dizer. “Como você está lidando com isso? Como descobriu?”

5. “Homem precisa sustentar a família. Depressão é coisa de homem fraco”

O que acolhe: Além de ouvir, é importante acolher e se colocar à disposição. “Não entendo exatamente como você está se sentindo agora, mas saiba que você não está sozinho nessa. Conte comigo”.

6. “Nossa, que exagero. Você acha mesmo que precisa procurar um psiquiatra?”

O que acolhe: “Você já achou o especialista? Precisa de ajuda para encontrar? Acho muito bacana a sua iniciativa de procurar um psiquiatra”.

7. “Seu marido cometeu suicídio. Que triste? Você não tinha percebido nada?”

O que acolhe: Seu marido morreu por suicídio. Que momento difícil, estou aqui se precisar. Tem algo que eu possa fazer por você?

Precisa de ajuda? Baixe gratuitamente o Guia no site do movimento.

Colunistas