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Triplo homicídio

MP denuncia suspeito por assassinato de família em Alfredo Wagner

Suposto autor do crime é acusado por triplo homicídio qualificado, por motivo fútil, meio cruel e por impossibilitar ou dificultar a defesa das vítimas

15/08/2019 - 16h14 - Atualizada em: 15/08/2019 - 20h33

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Clarissa
Por Clarissa Battistella
Barra de ferro teria sido utilizada para matar a família
Barra de ferro teria sido utilizada para matar a família
(Foto: )

O Ministério Público de Santa Catarina denunciou nesta quinta-feira (15) o suspeito de matar três pessoas da mesma família em Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis. O crime ocorreu na última sexta-feira (9), quando os corpos foram encontrados na área rural do município.

Segundo denúncia remetida ao Judiciário, o comerciante Arno Cabral Filho, 44 anos, preso em flagrante pela suposta autoria do delito, é acusado por triplo homicídio qualificado: por motivo fútil — já que as mortes teriam sido motivadas por uma dívida que o denunciado tinha com a família —, meio cruel — pela forma como a família foi assassinada —, e por dificultar ou impossibilitar a defesa das vítimas.

De acordo com a investigação, Loraci Mathes, 50 anos, e o filho, Mateo Tuneu, 8, foram os primeiros a ser atacados. Os dois foram mortos dentro da residência onde a família morava. Já o pai, Carlos Alberto Tuneu, 67, foi assassinado a caminho de casa, aproximadamente um quilômetro distante da propriedade. Segundo a investigação, ele foi o último a morrer.

A denúncia afirma que a morte da criança ocorreu para "assegurar a impunidade de outro crime", que seria a morte da mulher, já que o filho teria presenciado a mãe morrer. A família foi atingida com pancadas na cabeça, segundo a denúncia, desferidas com objeto contundente.

A Polícia Civil apurou que o objeto utilizado é uma barra de ferro, de aproximadamente 1kg, adquirida momentos antes dos assassinatos.

O pedido para que o processo criminal seja aberto foi endereçado ao juiz da Vara Única da Comarca de Bom Retiro. A denúncia foi assinada pelo promotor de justiça, Francisco Ribeiro Soares.

No fim da tarde, o juiz Edison Alvanir Anjos de Oliveira Júnior aceitou a denúncia, transformando o suspeito em réu. Ele também determinou que a Polícia Civil realize mais diligências, que foram pedidas pelo Ministério Público ao apresentar a denúncia.

O que diz a defesa do suspeito

Em nota, os advogados Diego Rossi Moretti e Jonas de Oliveira, que defendem Arno Cabral Filho, questionam o ritmo de conclusão da investigação e se dizem surpreendidos pela "velocidade que fora concluído um inquérito de tamanha envergadura". Eles ainda reforçam que estão analisando a denúncia e o inquérito.

Confira a íntegra da nota assinada por Moretti e Oliveira:

"A defesa até então não tinha acesso ao inquérito, entretanto ficamos surpreendidos com a velocidade que fora concluído um inquérito de tamanha envergadura, estamos analisando a denúncia e o inquérito. Buscaremos a verdade real dos fatos para que seja aplicada a mais clara justiça ao nosso cliente".

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