O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) identificou de onde veio o ônibus que trouxe 44 pessoas para Florianópolis. O veículo teria partido de Teofilândia, município de pouco mais de 21 mil habitantes, na Bahia.

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A informação foi confirmada pelo promotor Daniel Paladino em entrevista à CBN Floripa nesta segunda-feira (22). Ainda segundo Paladino, o ônibus desembarcou em “lugar incomum”, em uma área próxima ao Terminal de Integração da Trindade (Titri).

Por que ônibus que veio da Bahia para Florianópolis gerou tanta repercussão

Os passageiros chegaram já com malas, que estavam sendo desembarcadas no momento em que o ônibus foi abordado por agentes da Polícia Militar (PM), do serviço de abordagem social.

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— Não era nem no Titri, muito menos no Terminal Rita Maria, onde se esperava realmente que este ônibus desembarcasse, já que foi dito pelo próprio motorista que se tratava de um ônibus de turismo. Porém, as pessoas foram largadas em local incomum — afirmou o promotor.

Ainda conforme explica Paladino, os passageiros não tinham vínculo com Florianópolis, ou parentes que morassem na capital catarinense. A prefeitura de Teofilândia tem 15 dias, contando desde o início das investigações, para responder os questionamentos do MPSC. A reportagem do NSC Total tentou contato com o governo do município baiano, mas não obteve retorno. O espaço para manifestação segue aberto.

Aperto na fiscalização

Anteriormente, também à CBN Floripa, o promotor afirmou que casos como este não são raros, e o MPSC também deve “apertar” para que isso não se repita.

— Nós conseguimos identificar três cidades praticando, em tese, essa irregularidade, essa desumanidade. Nós vamos continuar nesse esforço e esses municípios que já identificamos serão responsabilizados civil e criminalmente por essa prática desumana.

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De acordo com dados da Secretaria de Assistência Social de Florianópolis, 968 pessoas em situação de rua estão cadastradas no município. Dessas, apenas 123 são de Florianópolis, enquanto 667 são de outros Estados.

Os números apontam, ainda, que 448 pessoas são atendidas pelos equipamentos oferecidos pela capital, enquanto 520 estão fora. Outras 32 recusaram o atendimento, de acordo com os números.

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