As regras de aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mudaram em 2026 e exigem mais atenção de quem pretende encerrar a vida profissional nos próximos meses. A escolha entre aposentadoria por idade ou pela regra de pontos pode alterar diretamente o valor do benefício e o tempo necessário para obter a aprovação.

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FOTOS: Entenda as mudanças na pontuação e os novos valores

Desde a Reforma da Previdência de 2019, as regras de transição são reajustadas ano após ano. Com isso, trabalhadores próximos da aposentadoria precisam avaliar qual modalidade oferece o melhor cálculo e exige menos tempo de contribuição.

Novos valores: o impacto do salário mínimo no piso e no teto do INSS

O valor pago pelo INSS continua limitado aos parâmetros definidos pelo governo federal. Em 2026, o piso previdenciário acompanha o salário mínimo nacional de R$ 1.621, enquanto o teto dos benefícios chega a R$ 8.475,55.

Mesmo segurados que contribuíram sobre salários elevados nem sempre conseguem alcançar o teto máximo. O cálculo considera a média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, reduzindo o impacto de períodos com remuneração maior no valor final da aposentadoria.

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Como funciona a pontuação máxima exigida para se aposentar

Na regra de pontos, o INSS soma idade e tempo de contribuição do trabalhador. Em 2026, a pontuação mínima sobe novamente dentro da transição criada após a reforma previdenciária.

Pelas diretrizes da Reforma da Previdência, a exigência aumenta um ponto a cada virada de ano. Em 2026, a pontuação obrigatória para garantir o benefício passou a ser:

  • Mulheres: precisam atingir o mínimo de 93 pontos (com pelo menos 30 anos de contribuição).
  • Homens: precisam atingir o mínimo de 103 pontos (com pelo menos 35 anos de contribuição).

Exemplo prático: Uma trabalhadora que completar 60 anos de idade e 33 anos de contribuição em 2026 soma exatamente 93 pontos, alcançando o direito de pedir a aposentadoria por esta modalidade.

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O modelo costuma beneficiar segurados com longos períodos de contribuição contínua. Já a aposentadoria por idade pode ser mais vantajosa para quem teve interrupções no histórico profissional ou começou a contribuir mais tarde.

Há ainda categorias específicas que possuem critérios diferenciados. Trabalhadores expostos a agentes nocivos, por exemplo, podem acessar regras especiais com exigência reduzida de tempo de serviço, a depender da atividade exercida.

Direito Adquirido protege quem já pontuou

Se você fez as contas e percebeu que completou os requisitos antigos (92 pontos para mulheres e 102 para homens) até o dia 31 de dezembro de 2025, você não é afetado pela mudança deste ano.

Isso acontece por causa do Direito Adquirido. Mesmo que você ainda não tenha dado entrada no pedido oficial ou esteja esperando documentos para levar ao INSS, o seu direito de se aposentar pelas regras anteriores está garantido por lei. Nesses casos, o cálculo do seu benefício respeitará o momento em que o direito foi conquistado.

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Passo a passo para usar o Simulador Meu INSS

O portal Meu INSS disponibiliza um simulador que compara automaticamente as regras disponíveis para cada segurado. A ferramenta projeta tempo restante de contribuição, média salarial e possíveis valores do benefício antes do pedido formal.

Para solicitar a aposentadoria, o trabalhador deve acessar o site ou aplicativo com login Gov.br, selecionar “Novo Pedido” e escolher a modalidade desejada. O sistema também permite acompanhar exigências e anexar documentos digitalmente.

Antes de concluir o requerimento, especialistas recomendam conferir o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), cadastro que reúne o histórico de vínculos e contribuições. Informações incompletas podem reduzir o valor do benefício ou atrasar a análise do processo.

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.