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Mulher é feita refém por três horas e usa botão do pânico para chamar PM em Joinville

Homem acabou preso após negociação com os policiais

14/06/2022 - 09h34 - Atualizada em: 14/06/2022 - 12h02

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Hassan
Por Hassan Farias
A área foi isolada durante a negociação da PM com o homem
A área foi isolada durante a negociação da PM com o homem
(Foto: )

Uma mulher de 41 anos permaneceu refém do ex-companheiro durante cerca de três horas na madrugada desta terça-feira (14), em Joinville. Ela conseguiu chamar a Polícia Militar por meio do botão do pânico, no aplicativo PMSC Cidadão, e evitou um possível feminicídio.

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Segundo a PM, o chamado da vítima aconteceu quando o ex-companheiro chegou e forçou a entrada na residência, no bairro Petrópolis. O homem, de 26 anos, conseguiu entrar na casa, onde estavam a mulher e o pai, de 83 anos.

Ele manteve a vítima em cárcere privado e a ameaçou de morte durante cerca de três horas com um objeto pontiagudo. O homem dizia que se a ex-companheira não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém.

A Polícia Militar chegou ao local e ouviu a vítima pedindo socorro. A casa estava trancada por correntes, o que dificultou o acesso. A área foi isolada e teve início a negociação por parte da Companhia de Patrulhamento Tático.

Em um momento, a mulher começou a passar mal e o ex-companheiro permitiu que uma equipe de paramédicos e o negociador se aproximassem da casa. Após um tempo, o homem aceitou se render, sem precisar do uso de força. Ele foi preso.

A vítima foi atendida pelos paramédicos, mas não apresentava ferimentos. Ela não precisou ser levada ao hospital e se dirigiu diretamente para a delegacia, onde deu continuidade aos procedimentos para a prisão em flagrante do homem.

Vítima tem medida protetiva contra ex-companheiro

O ex-companheiro havia sido preso pela Rede Catarina em 14 de abril por descumprimento da medida protetiva. Ele saiu do presídio com a tornezeleira eletrônica por volta de 20 horas de segunda-feira (13), mas arrebentou o sistema de vigilância e horas depois fez a mulher refém.

A vítima tem medida protetiva contra o agressor e era acompanhada pela Rede Catarina do 17º Batalhão da Polícia Militar. Por isso, a mulher tinha o aplicativo PMSC Cidadão instalado com o botão de pânico liberado.

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