Uma mulher, de 42 anos, foi presa em flagrante nesta quinta-feira (12) suspeita de envolvimento no caso da gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, em Florianópolis. A prisão temporária dela foi homologada pela Justiça pela suposta prática de receptação. Luciani está desaparecida desde o dia 4 de março, quando o carro dela foi visto pela última vez por câmeras de monitoramento.

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A polícia chegou até ela após verificar que diversas compras estavam sendo feitas no CPF de Luciani desde o dia 6 de março, as mercadorias seriam entregues em um endereço no norte da Ilha. Os policiais realizaram vigilância no local e avistaram o momento em que um adolescente chegou para retirá-los. Ele, então, teria dito que as mercadorias eram de seu irmão, e que moraria com a família no mesmo bairro que Luciani, local em que posteriormente foi encontrado o carro da mulher desaparecida.

No endereço, a administradora teria indicado o apartamento onde a família moraria. Questionada pela polícia quanto a compras online recentes, uma das testemunhas deixou a entender que haveria uma ligação entre a administradora, os irmãos e o crime, segundo a polícia.

Ainda no local, os agentes perceberam mensagens suspeitas no telefone da administradora, além de localizarem os pertences de Luciani em um apartamento vizinho, também gerenciado pela mulher. Ela foi presa em flagrante.

Na delegacia, a administradora, no entanto, negou ter participação no crime.

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Entenda o caso

A gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, está desaparecida em Florianópolis desde a última semana. Nas redes sociais, a família, que está no Rio Grande do Sul, pede ajuda para obter informações para encontrá-la. De acordo com os familiares, ela desapareceu no dia 4 de março, mas o boletim de ocorrência foi registrado apenas nesta segunda-feira (9).

Segundo o irmão, que é morador de Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, Luciani é formada em diferentes áreas, como Administração, Turismo e Gestão Ambiental. Ela possui mestrado e chegou a atuar como professora universitária. Atualmente, trabalha como corretora de imóveis e também com seguros.

Os familiares perceberam que havia algo estranho com Luciani no dia 6 de março, quando ela não entrou em contato com a mãe para desejar feliz aniversário.

— Ela nem um momento entrou em contato com a nossa mãe, tava reclusa nos grupos e a minha irmã mandou uma mensagem para ela e começou a ligar porque minha irmã achou estranho. E aí ela mandou a mesma coisa para mim “correria aqui” e mandou uma figurinha, energias positivas. A minha irmã nunca foi de mandar a figurinha e nem aqueles emoji. Ou ela manda um áudio ou ela escreve e manda digitado.

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Corpo esquartejado pode ter relação com desaparecimento

O corpo encontrado esquartejado encontrado na tarde desta quarta-feira (11) em Major Gercino, na Grande Florianópolis, pode estar relacionado com o caso da gaúcha Luciani Aparecida Estivalet, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC).

Conforme a Polícia Militar (PM), o corpo de uma mulher não identificada foi localizado esquartejado em um córrego por volta de 13h30min desta quarta-feira. Nesta quinta-feira (12), o delegado Cristiano Sousa, da delegacia de São Batista, informou que o caso será investigado pela Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS) da DEIC “uma vez que há possível relação com o desaparecimento de Luciani Aparecida Estivalet Freitas”.

* A apuração é de Leonardo Thomé da NSC TV