nsc
    dc

    Violência

    Mulher trans é morta por asfixia em Quilombo, no Oeste 

    Polícia Civil não trata o crime como transfobia. Identidades da vítima e do autor não foram divulgadas 

    16/02/2020 - 13h45

    Compartilhe

    Por Ângela Prestes
    policia
    Corpo foi encontrado às margens de uma pequena via com sinais de morte violenta
    (Foto: )

    Uma mulher transexual de 23 anos foi assassinada na madrugada de sábado (15) após sair de uma festa no município de Quilombo, no Oeste de Santa Catarina. A morte, identificada preliminarmente pelo Instituto Médico Legal (IML) como asfixia, foi praticada por um homem de 21 anos, já identificado pela polícia. As identidades da vítima e do autor do crime não foram divulgadas.

    Segundo a 28ª Delegacia Regional de Polícia de São Lourenço do Oeste, por volta da 1h30 foi registrada uma confusão em um bar às margens da Rodovia SC 157, no Bairro Cooper, quando três homens foram colocados para fora do local pela equipe de segurança. Logo após, a vítima se juntou ao trio, que deixou a localidade em um carro.

    Mais tarde, o corpo da mulher foi encontrado sem vida às margens de uma pequena via, nas proximidades do evento, com sinais de morte violenta, dentre elas esmagamento de crânio e estrangulamento.

    A Polícia Militar foi acionada e conduziu o trio à delegacia, onde foram identificadas e ouvidas as testemunhas. Foi encontrada uma camiseta com vestígios de sangue na casa de um dos componentes do trio. Interrogado, o indivíduo assumiu a autoria do crime, alegando ter entrado em luta corporal com a vítima por motivos pessoais.

    Uma testemunha disse ter avistado o momento dos fatos e contou que a agressão foi cometida apenas por um homem, não tendo os outros dois participado. Assim, a voz de captura dada ao autor foi convertida em prisão em flagrante pela prática do crime de homicídio qualificado.

    Os outros dois indivíduos do trio podem responder pela eventual prática dos crimes de favorecimento pessoal e de omissão de socorro, o que será apurado futuramente.

    Segundo o delegado responsável pelo caso, Alexander Meurer, o crime não está sendo tratado como transfobia porque não há dados concretos nesse sentido.

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Polícia

    Colunistas