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    Na Itália, catarinense fala em medo e perdas econômicas após coronavírus

    Daisy Benvenutti classificou como exagero a forma como autoridades italianas alarmaram a população

    28/02/2020 - 05h28 - Atualizada em: 28/02/2020 - 17h01

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    Juliana
    Por Juliana Gomes
    Daysi Benvenutti nasceu em Jaraguá do Sul e vive na Itália há 60 anos
    Daysi Benvenutti nasceu em Jaraguá do Sul e vive na Itália
    (Foto: )

    Natural de Jaraguá do Sul, a jornalista Daisy Benvenutti vive na Itália desde 1960. No último sábado (22), viu as ruas de Milão, cidade onde mora, ficarem vazias após o pânico causado com o anúncio de mortes pelo novo coronavírus. Embora a região onde está, na Lombardia, seja a mais afetada, para a catarinense, a forma como as autoridades estão tratando a questão é um exagero e pode levar o país à recessão econômica.

    — No sábado, saiu um pedido do governo para que fechassem tudo, lojas, bares e fábricas. Foi uma correria, uma grande parte da população ficou desnorteada. Todos correram e esvaziaram os supermercados, porque se criou um clima quase como se estivéssemos em guerra – relata.

    Ouça a reportagem:

    Não bastassem escolas, teatros, cinemas e outros estabelecimentos fechados, uma sequência informações contraditórias acentuou a insegurança da população.

    — Um virologista dizia uma coisa, outro dizia outra, um político se metia a dar palpite, dava ordens contraditórias. Todos ficaram preocupados. Eu não tenho saído ultimamente (por outras razões), além de tudo estamos no inverno, embora com muitos dias ensolarados – pontuou.

    Daysi é jornalistas e vive na Itália desde 1960
    Daysi classifica como exagero a forma como autoridades italianas tratam da questão
    (Foto: )

    Daisy saiu de Jaraguá do Sul aos cinco anos em das transferências da mãe, professora, que levaram a família a várias cidades do país. Na Itália, foi correspondente internacional e passou por cargos de gestão em meios de comunicação. Agora, não planeja voltar ao Brasil até que a situação se normalize.

    — Nunca tive medo de avião, mas agora não é boa ideia viajar (diante do risco de contaminação). Graças a Deus, ninguém da minha família, amigos e conhecidos é sequer um caso suspeito da doença – afirmou.

    Nessa quinta-feira (27), alguns bares abriram as portas depois do apelo do empresariado para que o funcionamento fosse retomado, diante do risco de prejuízos para a economia italiana.

    — O setor econômico está muito preocupado, porque parou a produção, desde pequenas até fábricas importantes. Então, foram para a televisão pra dizer que, se isso continuar, tudo fechado, a Itália pode entrar em recessão. Então, algumas autoridades anunciaram que tem que acabar com isso, que foi um exagero. Estão dizendo que foi uma loucura, porque o turismo está caindo muito – contou.

    Casos

    Com o maior número de casos de coronavírus na Europa, a Itália tomou o lugar da China como principal foco de preocupação sobre o covid-19. São mais de 400 infectados e 12 mortes no país até essa quinta.

    Na última quarta-feira (26), foi confirmado o primeiro caso de coronavírus no Brasil, um homem de São Paulo que viajou à Itália. Nessa quinta, os casos suspeitos em território brasileiro saltaram de 20 para 132. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde.

    Em Santa Catarina, o número de casos suspeitos subiu de dois para oito. Um grupo de Tijucas também está sendo monitorado pela Secretaria de Saúde após retornar de viagem à Itália

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