Se você faz parte do time que ama um pãozinho no café da manhã, mas acaba evitando essa delícia por medo do impacto na balança ou no açúcar no sangue, temos uma ótima notícia.

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Existe um método simples e acessível que pode mudar a forma como o seu corpo absorve esse carboidrato, sem que você precise cortar o alimento da rotina.

A nutricionista Juliana Andrade diz ao portal Metrópoles que o segredo para tornar o pão um aliado da saúde está na variação de temperatura.

A especialista explica que o processo de congelar e reaquecer o alimento transforma sua composição química, gerando benefícios diretos para o controle glicêmico e para o funcionamento do intestino.

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Essa técnica não apenas preserva o sabor que tanto gostamos, como também atua na prevenção de desperdícios domésticos, unindo o útil ao agradável na busca por uma alimentação equilibrada.

Como funciona a mágica do congelamento

A ciência por trás desse truque reside na mudança da estrutura do amido presente no pão. Quando submetido a baixas temperaturas, ele se transforma.

“Pesquisas mostram que congelar e depois reaquecer o alimento antes do consumo altera a estrutura do amido, formando o chamado ‘amido resistente’”, explica Juliana.

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Dessa forma, o corpo não digere esse amido rapidamente no intestino delgado. Consequentemente, a glicose é liberada de maneira mais lenta na corrente sanguínea. Isso evita os temidos picos de açúcar e aquelas oscilações bruscas de energia que costumam ocorrer após o consumo de carboidratos simples.

Benefícios para o intestino

Além de ajudar no controle do açúcar, esse processo traz vantagens para a saúde digestiva. O amido resistente comporta-se de maneira semelhante às fibras.

“Além disso, o amido resistente funciona como um prebiótico, ou seja, alimento para as bactérias benéficas do intestino, contribuindo para uma flora intestinal mais saudável e uma digestão mais equilibrada”, diz a nutricionista.

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Portanto, ao aplicar essa técnica, você potencializa o valor nutricional do pão. É importante ressaltar, contudo, que a qualidade do produto original ainda conta. Sempre que possível, opte por versões integrais e com menos açúcar na composição.

Passo a passo para aplicar na rotina

Incorporar esse hábito no dia a dia é extremamente fácil e prático. O processo consiste em três etapas básicas:

  1. Compre o seu pão de preferência e fatie;
  2. Leve ao congelador;
  3. Na hora de consumir, aqueça as fatias diretamente no forno ou na torradeira.

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Esse pão de tapioca sem glúten é fácil de fazer e saboroso

Outros aliados contra o açúcar alto

Engana-se quem pensa que comer bem exige gastos elevados. Existem grãos acessíveis que funcionam como verdadeiras esponjas de açúcar no sangue. Alimentos como a lentilha, por exemplo, são ricos em fibras e de fácil digestão. Já a aveia possui betaglucana, uma fibra essencial para equilibrar a glicose.

Outros destaques incluem a ervilha, que promove saciedade, e a quinoa, conhecida por ser uma proteína completa com baixo índice glicêmico. O feijão-preto também entra na lista, pois contém naturalmente o amido resistente que retarda a absorção de carboidratos.

O poder do grão-de-bico

Entre as leguminosas, o grão-de-bico merece um destaque especial, seja para diabéticos ou para quem busca emagrecimento.

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“O grão-de-bico ajuda a retardar a absorção da glicose no intestino, evitando picos de açúcar no sangue após as refeições. Além disso, é rico em proteínas vegetais, o que prolonga a sensação de saciedade e pode contribuir para o controle do peso, fator diretamente ligado à prevenção de desequilíbrios metabólicos”, revela Juliana.

Por liberar energia lentamente, ele mantém o corpo estável por mais tempo. “Pesquisas mostram ainda que o consumo regular de leguminosas, como feijão, lentilha e ervilha, está associado à melhora na sensibilidade à insulina”, emenda a especialista.

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