Você já imaginou que algumas meninas podem estar no espectro autista e passar anos sem um diagnóstico? Apesar de não parecer isso é comum e acontece porque, em muitos casos, os sinais aparecem de uma forma diferente e podem ser confundidos com outros comportamentos.
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Um estudo ajuda a explicar por que o autismo em meninas ainda é menos identificado do que em meninos e como essa demora pode atrasar o acesso ao acompanhamento adequado.

Por que o autismo em meninas pode passar despercebido
Um dos principais desafios está na forma como os sinais aparecem.
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Muitas meninas desenvolvem estratégias para se adaptar socialmente, observando e imitando comportamentos de outras pessoas. Essa capacidade de “mascarar” algumas dificuldades pode fazer com que o autismo não seja percebido logo no início.
Na escola ou em casa, por exemplo, elas podem parecer apenas mais tímidas, quietas ou reservadas.
Quais sinais podem aparecer no dia a dia
Enquanto alguns meninos apresentam comportamentos mais evidentes, em meninas os sinais podem ser mais sutis.
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Alguns exemplos são dificuldade em interações sociais, esforço grande para se encaixar em grupos, interesses muito intensos, cansaço depois de situações sociais e maior sensibilidade a sons, luzes ou outros estímulos.
Esses comportamentos nem sempre chamam atenção, principalmente quando a criança consegue acompanhar algumas expectativas sociais.
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Como o diagnóstico tardio pode afetar
Quando o diagnóstico demora, a pessoa pode passar anos sem entender algumas dificuldades que enfrenta no dia a dia.
Isso pode influenciar a autoestima, as relações sociais, a vida escolar e a forma como ela lida com as próprias emoções.
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Além disso, algumas meninas recebem outros diagnósticos antes de uma avaliação mais completa.
Por que o autismo em meninas ainda é menos reconhecido
O subdiagnóstico acontece por diferentes fatores.
Durante muito tempo, os estudos sobre autismo foram mais baseados em características observadas em meninos, o que dificultou a identificação de diferentes formas como a condição pode aparecer.
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Além disso, a falta de informação sobre sinais femininos e a interpretação de alguns comportamentos como apenas “timidez” também contribuem para que muitos casos passem despercebidos.

A importância de observar além do comportamento
Famílias e educadores têm um papel importante na percepção de mudanças e dificuldades que fogem do esperado.
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Mais do que observar se uma criança é mais quieta ou reservada, é importante entender se existe sofrimento, dificuldade de interação ou um esforço constante para se adaptar.
Quando há suspeita, buscar uma avaliação especializada pode ajudar a encontrar o suporte adequado.
Nem todo sinal aparece da mesma forma
O autismo pode se manifestar de maneiras diferentes em cada pessoa. Por isso, olhar apenas para um único comportamento pode não ser suficiente.
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O reconhecimento dos sinais e o acesso ao diagnóstico podem fazer diferença para que meninas no espectro tenham o acompanhamento necessário desde cedo.
