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Espumas na Lagoa

Não é possível afirmar que sistema de esgoto seja a causa da espuma na Lagoa da Conceição, diz Casan

Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) se manifestou sobre o assunto nesta quinta

21/05/2020 - 11h18

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Por Guilherme Simon
Espumas na Lagoa da Conceição
Espumas na Lagoa da Conceição, um dos cartões postais de Florianópolis
(Foto: )

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) se manifestou nesta quinta-feira (21) sobre o aparecimento de manchas na Lagoa da Conceição, em Florianópolis.

Em nota enviada à imprensa, a Casan afirmou que “diferente do que vem sendo divulgado, não é possível afirmar que o Sistema de Esgotamento Sanitário seja a causa das espumas avistadas na Lagoa da Conceição nos últimos 10 dias”.

A companhia foi multada pela Prefeitura de Florianópolis em R$ $ 3,2 milhões, por meio da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), que apontou vazamento de esgoto na lagoa.

Ainda segundo a Casan, não pode ser atribuído à rachadura no fundo de uma caixa de inspeção “um fenômeno que, segundo biólogos, deve-se à proliferação de algas gerada por variáveis como estiagem, vento e insolação em combinação ao esgoto irregular de imóveis que permanecem conectados de forma inadequada”.

A companhia também destacou que, desde que as espumas começaram a ser percebidas na água, aumentou o monitoramento e a inspeção de seu sistema, checando elevatórias de bombeamento, redes e a própria estação de tratamento.

A Casan informou ainda que o "ponto de fuga" de esgoto foi localizado no fundo de uma caixa a 1 metro de profundidade, num local de difícil acesso, tendo a fissura 0,5 cm de espessura exigido o trabalho de mais de 12 horas de engenheiros, técnicos e maquinário especializado até alcançar o local específico da rachadura.

“Portanto, é temerária qualquer avaliação precipitada, devendo-se aguardar laudos técnicos e o resultado de análises de laboratórios independentes, bem como realizadas pelos órgãos fiscais e técnicos competentes que estiveram no local, justamente porque a contribuição de esgoto irregular ainda é, infelizmente, muito alta”, diz a nota.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu um procedimento para apurar a possível poluição na água. Um inquérito também foi instaurado pela Polícia Civil.

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