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Incêndio na França

"Não restará nada", diz porta-voz da Catedral de Notre-Dame, em Paris

Há mais de três horas, bombeiros tentam controlar as chamas que atingem o prédio histórico 

15/04/2019 - 17h56 - Atualizada em: 15/04/2019 - 18h58

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Por AFP
Mais de 400 bombeiros tentam controlar as chamas
Mais de 400 bombeiros tentam controlar as chamas
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O incêndio que atinge, nesta segunda-feira (15), a emblemática Catedral de Notre-Dame, em Paris, na França, provocou a queda de sua torre e espalhou pela capital francesa uma grossa camada de fumaça.

O fogo, que iniciou por volta de 18h50min locais (15h50min, de Brasília), se espalhou rapidamente por toda a estrutura superior do edifício de quase mil anos de idade, provocando a queda de sua torre.

— Tudo está sendo devorado pelas chamas. Não restará nada da estrutura, que data do século XIX de um lado e do XIII do outro — disse o porta-voz da catedral, André Finot.

— Não temos certeza de poder impedir a propagação no campanário norte. Se ele desmoronar, você pode imaginar o tamanho dos danos — declarou o comandante da brigada de incêndio dos Bombeiros de Paris, Jean-Claude Gallet.

A causa do incêndio ainda é desconhecida, mas segundo os bombeiros está "potencialmente ligado" aos trabalhos de renovação da igreja.

Imensas chamas consumiam parte do teto do monumento gótico da Idade Média, lançando uma fumaça espessa e amarelada que se espalhava por vários quilômetros.

Segundo o vice-prefeito de Paris Emmanuel Grégorie, há uma missão em curso "para tentar salvar todas as obras de arte" do monumento.

Parisienses incrédulos

Centenas de parisienses e turistas assistiam consternados ao incêndio das margens do rio Sena.

— É uma loucura! Não posso acreditar, vou chorar. O teto todo está pegando fogo — disse à AFP Nathalie, francesa de 50 anos.

— É inacreditável! Parte de nossa história está desaparecendo — lamentou Benoît, de 42 anos.

Uma parte da Île de la Cité, no coração da capital, estava sendo evacuada por questões de segurança dos moradores. Pelo Twitter, a polícia de Paris pediu para os franceses evitarem a região e cederem passagem aos veículos de resgate.

O presidente francês, Emmanuel Macron, que adiou uma mensagem ao país prevista para a noite desta segunda-feira em resposta aos "coletes amarelos" e foi à Catedral de Notre-Dame, afirmou compartilhar da "dor de toda uma nação".

Todas as emissoras de TV e redes sociais estão transmitindo imagens da catedral, que faz parte do DNA da capital francesa.

Vários líderes mundiais manifestaram seu pesar, entre eles o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que classificou o incidente como "horrível", e sugeriu que as autoridades usem aviões-tanque para combater as chamas.

A Defesa Civil de Paris alertou, contudo, que esse tipo de procedimento "poderia provocar o colapso de toda a estrutura".

O Vaticano manifestou sua "incredulidade" e "tristeza" com o incêndio na catedral, "símbolo da cristandade na França e no mundo".

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que a catedral de Notre-Dame é um "símbolo da França" e da "cultura europeia".

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que seus "pensamentos estão com a população francesa e com os serviços de emergências" da cidade.

A Catedral de Notre-Dame, que recebe cerca de 13 milhões de visitantes por ano, é o monumento histórico mais frequentado da Europa e foi imortalizada por Victor Hugo com seu personagem Quasimodo.

França
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