Os satélites da Nasa divulgaram recentemente imagens inéditas da superfície da Terra iluminada artificialmente à noite. Ou seja, como a ação humana no planeta se dá, foi objeto de um estudo publicado pela Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, que concluiu que o planeta está 34% mais luminoso.
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A equipe da pesquisa monitorou todas as regiões do globo de 2014 a 2022, sempre à 1h30 da madrugada nos horários locais. Para isso, utilizou um algoritmo que coletou 1,16 milhão de imagens no período de nove anos pelo conjunto de radiômetros de imagem visível e infravermelha (VIIRS).
A partir daí, a análise passou a ser realizada por sensores do tamanho de uma geladeira, que orbitam em satélites operados pela NASA e agências parceiras ao redor da Terra, a mais de 25 mil km/h e capazes de detectar luz em comprimentos de onda que vão do visível ao infravermelho térmico.
Além de produzir uma imagem final lindíssima, o estudo também conseguiu comprovar o aumento na produção de petróleo e gás natural por conta de avanços tecnológicos, especialmente na região central dos Estados Unidos.
De acordo com os cientistas envolvidos, muitos especialistas utilizam a luminosidade noturna para entender como a energia se move pelas redes elétricas, gasodutos e cadeias de suprimentos em tempo real.
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Luminosidade da Terra se comportou de forma diferente no mundo
Mesmo que o estudo tenha revelado o aumento de 34% da luminosidade artificial na Terra em nove anos, o detalhamento mostra um comportamento diferente em determinadas regiões do planeta, seja por razões econômicas ou geopolíticas.
A China e o norte da Índia tiveram o maior aumento de luminosidade artificial durante o estudo. Por outro lado, a França registrou queda de 33%, o Reino Unido de 22% e a Holanda de 21%. Outra região que registrou queda foi entre Ucrânia e Rússia, por causa da guerra. Tudo isso dentro de um cenário interligado.
