Em plena Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos aceleravam pesquisas secretas para superar seus inimigos, um suposto experimento militar passou a alimentar uma das lendas mais persistentes da cultura pop. Segundo relatos que surgiram anos depois, o destróier USS Eldridge teria se tornado invisível — ou até teletransportado — durante um teste conduzido em outubro de 1943, nos estaleiros da Filadélfia.

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A história, que mistura ciência teórica, teorias da conspiração e relatos dramáticos, segue viva até hoje. Mas afinal: o que realmente aconteceu?

A busca por um navio invisível

A lenda afirma que o governo americano teria usado conceitos de Albert Einstein para criar uma espécie de “camuflagem eletromagnética” capaz de ocultar navios dos sistemas de detecção inimigos.

Segundo defensores da teoria, uma névoa esverdeada teria envolvido o USS Eldridge antes de ele simplesmente desaparecer diante de várias testemunhas oculares — não apenas dos radares, mas também a olho nu.

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Eles afirmam ainda que, instantes depois, o navio teria reaparecido a centenas de quilômetros de distância, como se tivesse “saltado” no espaço-tempo.

O trágico destino dos marinheiros

O lado mais assustador dessa história envolve o que aconteceu com as pessoas a bordo. Quando o navio invisível retornou, o cenário encontrado era digno de filmes de terror.

Muitos tripulantes apresentaram desorientação extrema ou sofreram combustão espontânea. Além disso, os relatos mais chocantes afirmam que marinheiros acabaram “fundidos” às estruturas de metal da própria embarcação.

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A realidade por trás do mito do navio invisível

Para historiadores modernos e autoridades navais, essa narrativa não passa de uma lenda urbana bem elaborada. Registros oficiais provam que o USS Eldridge estava em outros locais, como Nova York, naquela data.

Especialistas acreditam que houve uma confusão com o processo de desmagnetização. Essa técnica real buscava deixar os navios “invisíveis” apenas para minas magnéticas, sem envolver qualquer tipo de teletransporte físico.

A farsa ganhou fama mundial apenas em 1955, através das cartas de um homem chamado Carl Allen. Ele dizia ter visto o evento, mas investigações posteriores apontaram inconsistências em seus relatos.

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Mesmo sem provas concretas, o caso continua sendo um marco importante da cultura pop. Assim, o enigma do USS Eldridge permanece navegando entre a ciência teórica e a imaginação coletiva.

Por que o caso ainda fascina?

O Experimento Filadélfia continua vivo porque une três ingredientes irresistíveis:

  • ciência teórica atribuída ao nome de Einstein
  • segredos militares da Segunda Guerra
  • e relatos dramáticos capazes de capturar a imaginação

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Entre documentos oficiais e narrativas fantásticas, o USS Eldridge segue navegando no limite entre o possível e o improvável — um exemplo de como rumores, medos tecnológicos e cultura pop podem criar mitos que atravessam gerações.

*Por Raphael Miras

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