nsc
dc

Pandemia

Nebulização de hidroxicloroquina: polícia avalia indiciar médica por homicídio

Paciente grávida morreu após ser tratada com hidroxicloroquina nebulizada, em Manaus. Marido de ginecologista é investigado também

18/04/2021 - 15h07 - Atualizada em: 26/04/2021 - 17h33

Compartilhe

Metrópoles
Por Metrópoles
Hidroxicloroquina nebulizada, tratamento experimental, não tem eficácia comprovada cientificamente
Hidroxicloroquina nebulizada, tratamento experimental, não tem eficácia comprovada cientificamente
(Foto: )

A médica ginecologista Michelle Chechter enfrenta a possibilidade de responder por homicídio no âmbito do inquérito que investiga a morte de uma paciente com Covid-19 que foi tratada com hidroxicloroquina nebulizada – tratamento experimental, que não tem eficácia comprovada cientificamente – em Manaus.

Em entrevista ao Metrópoles, a delegada Deborah Souza, titular do 15º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Manaus (AM), afirmou que a situação é agravada pelo fato de que a vítima estava grávida.

O tratamento – amplamente divulgado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) depois de situação similar em Camaquã (RS) – foi realizado em Manaus, no mês de fevereiro. Em vídeo que circula nas redes sociais, Michelle alega que a paciente havia sido curada da doença. A médica ginecologista Michelle Chechter foi procurada desde quinta-feira (15), via rede social, para se manifestar sobre o episódio, mas não respondeu aos contatos.

Colunistas