“Acontece em guerras”, foi o que disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao reconhecer nesta terça-feira (2) que o ataque do Exército israelense matou sete membros da ONG World Central Kitchen, na Faixa de Gaza. As informações são do g1.

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Apesar da fala polêmica, o premiê de Israel lamentou a morte de inocentes em seu último pronunciamento, dizendo que o ataque foi involuntário.

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— Infelizmente, no último dia houve um caso trágico em que as nossas forças atingiram involuntariamente pessoas inocentes na Faixa de Gaza. Acontece em guerras, e estamos verificando até o fim, estamos em contato com os governos, e tudo faremos para que isso não aconteça novamente —, declarou o primeiro-ministro.

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O ataque que ocorreu na segunda-feira (1º), atingiu dois veículos da ONG. A organização, criada nos Estados Unidos pelo chef espanhol José Andrés, famoso nos EUA, teria levado uma carga de alimentos ao território palestino algumas horas antes do bombardeio fatal. Entre os mortos há três cidadãos do Reino Unido, um da Austrália, um dos Estados Unidos, um da Polônia, e um palestino, segundo a ONG.

Os dois veículos que transportavam as vítimas e que foram atingidos, tinham o logotipo e o nome da ONG desenhados no teto. No momento do ataque, os carros circulavam sozinhos em uma via de uma área sem conflitos. Em comunicado, a World Central Kitchen frisou que os veículos eram blindados e estavam identificados.

Pedido de desculpa e repercussão mundial

As Forças Armadas de Israel também emitiram uma nota nesta terça admitindo a culpa e afirmando que o ataque foi um “trágico resultado” de um bombardeio israelense. Em mensagem de vídeo nesta terça-feira (2), o porta-voz do Exército disse ter ligado para o chef espanhol José Andrés para expressar “os mais profundos sentimentos”.

O caso gerou repercussão também entre líderes e autoridades mundiais. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, chamou a resposta de Israel de “insuficiente” e disse que a World Central Kitchen “estava fazendo um trabalho extraordinário” em Gaza.

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O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, afirmou estar “chocado” com o ataque. Já o premiê espanhol, Pedro Sánchez, se disse “horrorizado”, e o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, cobrou de Israel explicações.

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